Na sequência dos rumores de que os contadores de energia electrónicos dão contagens excessivamente altas, o Prof. Leferink decidiu levar a cabo esta investigação, em conjunto com outros dois investigadores Cees Keyer e Anton Melentjev da AUAS testaram 9 tipos de contadores diferentes fabricados entre 2004 e 2014 e foram surpreendidos com os resultados.
Antes de abordar os resultados, recorde-se que os antigos contadores de energia eléctrica, de disco, faziam a contagem aplicando directamente as leis da física pelo que eram de facto eficazes. A maioria dos modernos contadores de energia obtêm a leitura pelo método Rogowski Coil, método que é eficaz mas apenas quando a forma de onda é perfeita. O problema acontece quando a forma de onda é distorcida o que acontece facilmente nos dias de hoje com o uso de muitos equipamentos electrónicos agravado ainda mais pelo uso de iluminação LED. Nestas condições os aparelhos de media que usam este método deixam de ser eficazes e alguns deles não têm sistemas de cálculo matemático que compensem esta leitura errática. Em oposição existem contadores electrónicos que se baseiam no princípio Hall Sensor, estes na verdade aproximam-se dos sistemas antigos obtendo a contagem pelo número de voltas do disco. Quando os investigadores desmontaram os contadores verificaram que todos os que davam contagens erradas baseavam-se no primeiro método e os que eram mais eficazes utilizavam o segundo método.
Cinco dos nove contadores apresentavam contagens mais elevadas do que o consumido na realidade sendo que em alguns casos a contagem era mais elevada em 500%. Em contraste houve dois modelos que forneceram valores 30% abaixo do consumo real.

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