Quando a luz penetra num vidro transparente reduz a velocidade, isso acontece porque os átomos de vidro interagem com os fotões. O que a equipa do professor Arno Rauschenbeutel fez foi abrandar a velocidade da luz ao ponto de quase a fazer parar ligando os átomos do vidro com átomos de césio numa secção cónica de fibra. Isto, segundo o líder da equipa provoca uma grande interacção entre luz e matéria. o Césio é assim enviado para um elevado estado de energia usando a luz proveniente de um laser cuja energia é directamente relacionada com o comprimento de onda da luz por ele emitida e correspondendo à diferença entre estados de energia altos e baixos de césio. Desse modo a velocidade da luz é abrandada para 180km/h.
Depois é introduzida luz de um segundo laser que liga os estados de alta energia do césio ao terceiro estado atómico dentro da fibra. Isso leva os átomos dentro da fibra a um estado de excitação colectiva. Após dois milésimos de segundo, tempo suficiente para a luz viajar mais de 300 metros, a excitação ainda se mantinha. Um outro pulso de luz proveniente do segundo laser liberta a luz presa na fibra sem alterar as suas propriedades.
Esta capacidade de prender e depois libertar os fotões é um passo muito importante na comunicação quântica a longas distâncias.

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