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Tuesday, 10 March 2015

Indústria 4.0 - A Quarta revolução industrial está a nascer na Alemanha


Indústria 4.0 é a denominação usada para o que se espera vir a ser a 4ª revolução industrial. Na génese do conceito está a introdução de sistemas de comunicações digitais M2M (machine to machine) ou "Internet of Things". A Indústria 4.0 é ainda um conceito, mais uma visão do que uma realidade mas cujos governos da Alemanha e Reino Unido e principais players no domínio da robótica trabalham com afinco.


A visão consiste na criação de fábricas inteligentes cujos processos se regulam a si mesmos através de uma gestão artificial descentralizada e capaz de interagir fortemente. Para o efeito será necessário munir os equipamentos e infraestruturas com um sem número de sensores a enviar informação para os centros de de decisão. A tecnologia existe, os sensores, comunicações wireless, computadores pequenos e potentes, simuladores, GPS, etc...

Na Inglaterra, em Coventry no Housed at Manufactory Technology foi instalado o primeiro simulador para industria 4.0 capaz de simular fábricas com este conceito. No simulador consegue-se é possível "usar" máquinas reais e programar a interacção entre elas e operadores para entender ao ínfimo pormenor as vantagens do conceito.

 A Europa está a tentar agarrar o conceito Indústria 4.0, originalmente nascido na Alemanha, para tentar travar a crescente desindustrialização de países como o Reino Unido e França nas últimas décadas mais focados nos serviços. Em contra-ciclo países como a Alemanha e países da Europa de Leste viram as suas indústrias crescerem, contudo não é comportável para a Europa manter esta bi-polarização, até porque só uma economia correctamente equilibrada entre indústria e serviços é capaz de manter os níveis de emprego e simultaneamente manter uma classe média forte. Uma economia exclusivamente baseada em serviços promove mais desigualdades sociais, salários muito altos e salários muito baixos.

O valor acrescentado da indústria na Europa é de 15% e com a Indústria 4.0 o objectivo é em 15 anos passar para um valor acrescentado de 20%.

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