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Wednesday, 4 February 2015

Transferência de Tecnologia Universidade/Empresas - Oxford Case

baseado em http://www.theengineer.co.uk/




As Universidades têm ao longo dos anos conseguido um grande impacto económico e social tendo que preservar lado a lado regras entre ensino e investigação, sendo que nesta relação é de relevar a importância da transferência de tecnologia: movimento de invenções provenientes das universidades e convertidas em produtos ou serviços.

A SIS Inovation é uma empresa que comercializa inovações da Universidade de Oxford e que já criou mais de 100 empresas nos últimos 25 anos baseadas em conhecimento intelectual provindo da universidade. Com base nesta experiência ficam seis sugestões:

1 Provar o conceito

Uma das fases mais críticas da passagem de laboratório para o mercado é a criação de um protótipo. É ele que vai permitir que criar a confiança de um potencial investidor em adquirir a tecnologia passando de um mero curioso a um engajamento com o projeto. Algumas universidades, como Oxford, têm orçamentos a pensar nestas necessidades.

Com o financiamento assegurado é necessário trabalhar com os parceiros certos que proporcionem aos investigadores a possibilidade de levar as suas aspirações para o mercado. O protótipo não tem que ser perfeito, mas antes tem que provar que a tecnologia funciona e que tem potencial.

2 Desenvolver Redes

As redes podem ajudar a encontrar respostas para as dúvidas, por exemplo: Quem pode financiar o protótipo? Onde está o mercado para a tecnologia?

Em Oxford, há 25 anos que se trabalha na criação destas redes juntado inventores, investigadores, spin-outs, empresas locais e investidores multinacionais. Esta rede assegura a comercialização das ideias a longo prazo.

3 O parceiro Ideal

O parceiro ideal para a comercialização da tecnologia pode estar em qualquer parte do mundo. É como procurar noivo ou noiva, não interessa procurar incessantemente, mas é bom ter horizontes largos.

Em Oxford, dos últimos 200 acordos comerciais, 50% foram com empresas fora do Reino Unido e os restantes 50% com start-ups e empresas locais.

Na procura de parceiros Oxford desenvolveu um processo de licenciamento leve e flexível reduzindo o risco do negócio para permitir que o conhecimento se venha a transformar num produto. Oxford propões opções, fazer o produto internamente, licenciar para produção fora ou fazer retornar a patente para a universidade. Em qualquer uma das opões os parceiros partilham receitas futuras, aliviando o custo da patente. O modelo já foi premiado.

4 O Retorno Real

Regra geral as investigações universitárias não trazem retorno a curto prazo, mas a longo prazo podem gerar um pay-back muito elevado. Em 2006 Oxford fez um acordo com um fundo de risco para o Instituto de Engenharia Biomédica em que em troca de financiamento o fundo passou a deter 50% do capital próprio das futuras empresas que viessem a surgir para produzir ou comercializar os conhecimentos adquiridos.

5 Impacto Global

Os benefícios do resultado das investigações desenvolvidas nas Universiadades não são meramente comerciais, mas também benefícios para a sociedade, aprendizagem dos estudantes, empregos criados, vidas melhoradas, novos processos, etc... Tudo tem de ser valorizado como retorno.

6 Visão de Longo Prazo

Em Oxford o tempo típico para assinar um compromisso comercial é de 3 anos, mas pode atingir 10 anos. Durante este período podem ser registadas várias patentes ou testados vários protótipos. Este período também serve para procurar financiamento. Em muitos casos o retorno comercial de um licenciamento também só surge alguns anos depois do acordo.

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