Em ReSolve já fizemos referência a que a resistência de terra de uma instalação elétrica deve ser o mais baixa quanto possível, idealmente zero.
Para execução de um sistema de aterramento, o mais comum é recorrer a varetas metálicas, normalmente revestidas por cobre, enterradas verticalmente. Pode ser usada apenas uma vareta ou várias agrupadas em paralelo, quanto maior o número de varetas menor a resistência de terra. Os agrupamentos podem ter diversas morfologias, em linha, triângulo, quadrado, malha, estrela, etc...
Para a resistência de terra desde logo há que considerar as condições do terreno para extrapolar a resistividade do terreno, ou seja qual a capacidade que este tem para permitir a fluidez da corrente elétrica.
Tabela
de resistividade dos solos
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Tipo de Terreno
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Ohm/m
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Leito do rio
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10
a 400
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Argila, marga húmido
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30
a 150
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Terrenos pedregosos c/ plantas
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200
a 300
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Areias húmidas
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200
a 300
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Areias secas
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2000
a 5000
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Rochas calcárias húmidas
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30
a 100
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Rochas cal cárias secas
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2000
a 5000
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Turfas húmidas
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200
a 300
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Granitos, basaltos, betões
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1000
a 5000
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Faça-se notar que há métodos e equipamentos para medição da resistividade real do terreno porém não está no âmbito deste artigo abordar essa temática.
Cálculo da resistência de terra para sistemas com uma só vareta.
Para o cálculo da resistência de terra, para além do conhecimento do terreno onde se vai implantar o sistema é também necessário incluir as características da vareta. Para o efeito existem diversas fórmulas de cálculo sendo que a de uso mais generalizado é a que se segue e que vem referida na documentação do IEEE.
Onde:
Ρ – Resistividade do solo (Ω/m)
l – Comprimento da vareta (m)
r – Raio da vareta (m)
Ρ – Resistividade do solo (Ω/m)
l – Comprimento da vareta (m)
r – Raio da vareta (m)

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