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Tuesday, 30 September 2014

Sistran: coletor/analisador de vibrações CSI 2140


A SISTRAN, na vanguarda das soluções para a manutenção condicionada, apresenta o novo Coletor/Analisador de vibrações CSI 2140 Machinery Health Analyzer. Este equipamento da nossa representada Emerson Process Management é a mais recente novidade na geração de Analisadores de Vibração Portáteis.

Pensado e adequado às necessidades do utilizador, apresenta como principais caraterísticas: um coletor de dados de 4 canais simultâneos permitindo realizar uma análise mais fácil ao estado de condição de rolamentos, um analisador de vibrações mais versátil com a mais elevada velocidade de aquisição de dados do mercado, ecrã de grandes dimensões e tátil mesmo utilizando luvas de proteção, é ergonómico adequado às necessidades para uma fácil utilização em campo, e através da comunicação bluethooth wireless é possível o envio imediato dos dados recolhidos para email, a partir do local de recolha. A somar a isso, incorpora as ferramentas avançadas de análise em campo, como o Cross Channel e Análise Transiente.

www.sistran.pt

Auditorias Energéticas - Guideline



Dado o interesse no contexto Industrial disponibilizamos na biblioteca de Downloads um guia para a concretização de auditorias energéticas. O documento PDF é escrito em inglês foi elaborado no seio de Berkeley National Laboratory.

Ver aqui

Sunday, 28 September 2014

Android Studio Tuturial



Na secção de Downloads incluímos um tutorial de programação para Android com recurso ao Android Studio, plataforma de programação à qual já fizemos referência em ReSolve.

O tutorial agora disponível foi retirado do site http://www.i-programmer.info/ e está em PDF.

ver aqui 

Thursday, 25 September 2014

Veículos Elétricos em 1914 - Realidade Britânica

baseado em http://www.theengineer.co.uk/



A tecnologia de veículos elétricos, que hoje está em amplo desenvolvimento e que é vista como um caminho para a redução das emissões de dióxido de carbono, defronta-se ainda com preconceitos e limitações no entanto esta tecnologia tem já uma longa história de mais de um século. Já em 1914 a publicação britânica The Engineer apresentou um artigo onde perspetivava que tipo de tecnologia de tração viria a prevalecer no futuro. Na publicação especulava-se que a tração elétrica poderia vir ser interessante para veículos de emergência e autocarros.

Relativamente aos autocarros referiu-se a publicação à combinação de motores de combustão para carregar as baterias dizendo que os progressos que a tecnologia teve nos últimos anos levam a crer que o sistema combustão-elétrico não é uma ideia tonta conforme se poderia supor. O artigo ainda citava que seria bom que os céticos relativamente aos veículos elétricos se lembrassem que as mesmas dúvidas haviam sido levantadas poucos anos antes relativamente aos carros com motor a gasolina.

O The Engineer fazia referencia que uma companhia chamada Cedes forneceu 14 carros elétricos para os bombeiros de Londres. Cinco destes carros eram ambulâncias com motores alojados nas rodas para reduzir às engrenagens de modo a necessitar de menos manutenção. Estes veículos atingiam 40km/h e podiam percorrer quase 100km com uma única carga.

Notícia original (aqui)

Wednesday, 24 September 2014

Resistência de Terra (parte 3)


Anterior: Resistência de Terra (parte 2)

Sistema de Terra com 2 ou mais Varetas em Linha

Aumentar o comprimento da vareta faz diminuir o valor de resistência de terra contudo não é suficiente para terrenos com grande resistividade. Nestes casos é necessário aumentar o número de varetas. 


(Eq 2)


Onde:

d – distância entre varetas em (m)

n – Número de varetas

(Restante nomenclatura conforme Equação 1)

A equação 2 pode ser manipulada de maneira a introduzir um fator k que resulta do número de varetas selecionado e assim:
(Eq 3)


Tabela de seleção de k

Tabela de seleção de k
Número de varetas
k
2
0,500
3
0,833
4
1,083
6
1,450
8
1,718

Admita-se então um terreno pedregoso com 200 Ω/m e varetas de 2m com 1,5cm de raio. Antes calculamos que com uma vareta obteriamos 0,99Ω. Os valores agora obtidos estão expressos na tabela abaixo para comprimentos de varetas de 2 e 4m:

Resistência de Terra Ω
Número de varetas
l=2m
l=4m
2
55,28
33,06
3
39,21
24,40
4
30,73
19,62
6
21,79
14,38
8
17,05
11,49

Tuesday, 23 September 2014

Newcastle tem novo laboratório de 2 milhões para Smart Grid Technology


Um grupo de investigação da Universidade de Newcastle recebeu um laboratório novo no valor de 2 milhões de libras para estudar como as Smart Grid Technology (SGT) respondem a situações de emergência.

As SGT denominam o conjunto de software e hardware usado para gerir, controlar e automatizar as redes de distribuição de energia. No caso particular este laboratório construído em parceria com a Siemens, fornecedora deste tipo de soluções, vai permitir aos investigadores usar dados reais da rede energética para fazer testes em laboratório de como o equipamento se comporta em casos extremos de demanda ou avarias.O laboratório permite assim fazer testes comportamentais sem no entanto afetar o funcionamento da rede.

O projeto não vai ficar apenas refém dos algoritmos da Siemens, mas também vai permitir fazer testes a sistemas de outros fabricantes possibilitando ajustes e correções aos algoritmos dos fabricantes.

As SGT é um tipo de tecnologia que permite racionalizar as redes energéticas e é uma importante ajuda na redução das emissões de carbono.

O novo laboratório de Newcastle inclui um veículo elétrico e uma máquina de lavar inteligente que os investigadores podem usar para estudar de que forma estes equipamentos podem ser manipulados para ajudar a regular a demanda das redes elétricas. Por exemplo, as baterias dos carros elétricos podem ser usadas para armazenar energia e mais tarde devolver essa mesma energia à rede em casos de picos de consumo, também a máquina de lavar pode ser programada para atrasar o ciclo de lavagem em momentos críticos da demanda.

O Reino Unido investe milhões neste tipo de projetos, contudo já vai atrasado em relação a países como o Canadá.

Sunday, 21 September 2014

Mulheres Engenheiras na Indústria - Reino Unido


O The Engineer adianta que no Reino Unido ainda há poucos engenheiros do sexo feminino a trabalhar na indústria apesar das campanhas que têm sido feitas. Lamentavelmente as mulheres ainda estão sub-representadas.

Na última década têm entrado mais mulheres para a industria contudo o número pouco aumentou e é o mais baixo da Europa. Nos últimos cinco anos a percentagem tem rondado os 6%. Os estudos indicam que o número das mulheres que saem da indústria é muito elevado o que tem travado um crescendo de engenheiros femininos na indústria. Acredita-se porém que nos próximos anos este número venha a aumentar.

Resistência de Terra (parte 2)

Anterior: Resistência de Terra (parte 1)




Comportamento da Resistência de Terra

Aplicando a fórmula da resistência de terra para uma só vareta (Equação 1), para diferentes tipos de terreno e admitindo uma vareta de 2m e 1,5cm de raio.
  • · Terra húmida 50Ω/m -- obtemos uma resistência de terra de 24,97Ω 
  • · Terreno pedregoso 200 Ω/m -- obtemos uma resistência de terra de 99,9Ω
  • · Terreno arenoso seco 2000 Ω/m -- obtemos uma resistência de terra de 999,06Ω
Admita-se um terreno húmido com 50Ω/m e aplicamos uma vareta de 4m com raio de 1,5cm, a resistência de terra passa agora a ser de 13,86Ω, assim se aumentarmos ao comprimento da vareta baixamos significativamente a resistência de terra.

Friday, 19 September 2014

MIT no Desenvolvimento de Novas Tecnologias Têxteis



Uma equipe de investigação do MIT está a desenvolver uma nova tecnologia para fatos espaciais. Trata-se de uma espécie de traje elástico com bobines que se contraem em resposta ao aumento da temperatura.

Atualmente os fatos dos astronautas não estão em contacto direto com a pele, no seu interior existe uma camada de gás que recria a pressão atmosférica. Com a nova tecnologia pretende-se o mesmo efeito mas colocando o tecido em contacto com o corpo, aumentado assim a mobilidade dos astronautas.

A tecnologia consiste em combinar bobines SMA com tecidos e materiais convencionais. Estas bobines quando atravessadas por uma corrente elétrica são aquecidas e retraem-se para formas pré-programadas provocando a contração do fato criando deste modo a pressão necessária para a sobrevivência dos astronautas.

Pensa-se que é possível aplicar a tecnologia no setor militar para criar torniquetes inteligentes. Combinando esta tecnologia com sensores apropriados será possível criar um torniquete capaz de se "ativar" automaticamente quando algum soldado se ferir gravemente nos membros.

Estudo Engenheiros 2014 - Brasil vs Portugal


No Brasil, onde é assumido que faltam engenheiros no mercado de trabalho, os recém-formados também se queixam das dificuldades em entrar no mundo laboral. Segundo a consultora Carreira Muller a razão do paradoxo está nos salários. Um engenheiro maduro aufere um salário médio de R$8.000 sendo um colega em início de carreira tem um salário mensal de cerca de R$6.100, assim as empresas preferem contratar profissionais maduros em lugar de arriscar a contratação de engenheiros inexperientes para assumir decisões técnicas.

No Brasil o salário dos engenheiros em início de carreira está estabelecido pela Lei Federal em 6 salários mínimos por cada 6 horas de trabalho diárias e é constantemente fiscalizado pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia. Uma realidade completamente distinta da portuguesa onde não são conhecidas sequer tabelas de recomendação. O Real está fixado em aproximadamente 0,327Eur pelo que um engenheiro saído da universidade no Brasil vai ganhar 2.000Eur mensais. Nas mesmas condições as empresas portuguesas estão a oferecer aproximadamente 1,2 vezes o salário mínimo, ou seja entre 600 a 700Eur.

Thursday, 18 September 2014

Resistência de Terra (parte 1)


Em ReSolve já fizemos referência a que a resistência de terra de uma instalação elétrica deve ser o mais baixa quanto possível, idealmente zero.

Para execução de um sistema de aterramento, o mais comum é recorrer a varetas metálicas, normalmente revestidas por cobre, enterradas verticalmente. Pode ser usada apenas uma vareta ou várias agrupadas em paralelo, quanto maior o número de varetas menor a resistência de terra. Os agrupamentos podem ter diversas morfologias, em linha, triângulo, quadrado, malha, estrela, etc...

Para a resistência de terra desde logo há que considerar as condições do terreno para extrapolar a resistividade do terreno, ou seja qual a capacidade que este tem para permitir a fluidez da corrente elétrica.

Tabela de resistividade dos solos
Tipo de Terreno
Ohm/m
Leito do rio
10 a 400
Argila, marga húmido
30 a 150
Terrenos pedregosos c/ plantas
200 a 300
Areias húmidas
200 a 300
Areias secas
2000 a 5000
Rochas calcárias húmidas
30 a 100
Rochas cal cárias secas
2000 a 5000
Turfas húmidas
200 a 300
Granitos, basaltos, betões
1000 a 5000



Faça-se notar que há métodos e equipamentos para medição da resistividade real do terreno porém não está no âmbito deste artigo abordar essa temática.

Cálculo da resistência de terra para sistemas com uma só vareta.

Para o cálculo da resistência de terra, para além do conhecimento do terreno onde se vai implantar o sistema é também necessário incluir as características da vareta. Para o efeito existem diversas fórmulas de cálculo sendo que a de uso mais generalizado é a que se segue e que vem referida na documentação do IEEE.

 (eq1)
Onde:

Ρ – Resistividade do solo (Ω/m)
l – Comprimento da vareta (m)
r – Raio da vareta (m)

Monday, 15 September 2014

Inteligência têxtil

in http://www.portugaltextil.com/

As empresas e instituições portuguesas continuam a dar cartas no campo da investigação e desenvolvimento, com a área dos chamados têxteis técnicos – dos fios ao vestuário – a mostrar elevado dinamismo e a atrair grandes players internacionais para o nosso país.



Vestuário com gestão de humidade e termorregulação, meias que monitorizam sinais vitais, malhas com proteção UV, tecidos aquecidos para o interior de automóveis, fios antiodores e toalhas de mesa que repelem a sujidade são apenas alguns dos produtos que saem da indústria têxtil e vestuário nacional para o mundo. Um know-how que tem vindo a ser explorado até pelas mais tradicionais empresas, muitas vezes em parceria com centros de I&D, nomeadamente o Citeve, o Centi e o 2C2T da Universidade do Minho.

Na primeira edição do Jornal Têxtil depois da “silly season”, damos destaque aos têxteis “inteligentes” em Portugal e à sua evolução no mundo e apresentamos alguns dos projetos que estão a marcar o sector, nomeadamente as novas apostas da Ert, desvendadas em discurso direto pelo seu diretor de inovação, Fernando Merino.

A inovação tecnológica é, de resto, uma das áreas que as empresas portuguesas deverão desenvolver para prosperar, de acordo com o novo Plano Estratégico para o “Cluster Têxtil Moda 2020”, que será formalmente apresentado no Fórum da Indústria Têxtil, na Alfândega do Porto, no próximo dia 24 de setembro. Um documento pensado por Paulo Vaz, diretor-geral da ATP - Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, que antecipa, em entrevista, as estratégias e ações do novo plano para o sector.

Segundo Paulo Vaz, o design é outro dos pontos essenciais para a indústria têxtil e vestuário nacional. Por isso, nesta edição de setembro apresentamos as tendências compiladas pelo WGSN para o denim do outono-inverno 2015/2016 e dissecamos as propostas da moda de homem para a primavera-verão 2015 que desfilaram nas passerelles de Milão e Paris.

Fique ainda a par do reforço da expansão internacional da Arco Têxteis e do novo mercado de eleição da especialista em têxteis-lar Home Flavours, prepare-se para a conquista do mundo planeada pela marca Blackspider e conheça os fatores por detrás do sucesso de 25 anos da especialista em felpos bordados Finera. Revelamos ainda a nova parceria da Lona com uma conhecida designer portuguesa, os produtos inovadores da Ana Sousa, os projetos online da marca Glüen, a investida além-fronteiras planeada pelo criador Ricardo Preto para a sua primeira linha e a nova vida da Modalfa, a marca de retalho da Sonae, rebatizada simplesmente Mo.

Setembro marca ainda o regresso dos grandes certames internacionais, como a Texworld e a Apparelsourcing Paris, assim como o incontornável salão português Modtissimo, que, integrado na Porto Fashion Week, promove, nesta edição, um encontro entre a moda e a sétima arte. Saiba ainda o que pode encontrar na 12.ª edição da Maroc in Mode, que se realiza em outubro, e prepare as suas próximas viagens com o auxílio da nossa agenda de feiras.

As novidades de empresas internacionais de renome, como a Nike, Hanesbrands, Gildan e Ikea, também não faltam a esta edição, onde pode ainda encontrar os dados mais recentes sobre mercados, a conjuntura, o comércio internacional e as matérias-primas.

Friday, 12 September 2014

YuMi - Nova Geração de Robôs ABB

Em 1961 a General Motors estreou o primeiro braço robótico usado na industria. A visão quase irreal na época transformou a industria automóvel por completo. Contudo a tecnologia robótica está apenas ao alcance das grandes industrias mas a ABB está empenhada em mudar o cenário.


O YuMi é um duplo braço robótico da ABB que foi projetado para a montagem de pequenas peças. Até agora os robôs têm de operar fora dos limites humanos mas o YUMi é diferente pois foi concebido para operar lado a lado com parceiros humanos. Ele pode sentir e ver e tem braços acolchoados para não ferir os colegas de trabalho. O YuMi segundo os responsáveis da ABB está numa nova era da automação industrial e faz parte de uma nova geração de robôs de baixo custo.


What Is Eddy Current? (VIDEO)

Mostramos um video TutorVista explicado o que é a corrente Eddy.

Thursday, 11 September 2014

O que é um bom valor de resistência de terra?

baseado em http://electrical-engineering-portal.com/



Um bom valor da resistência de terra seria zero, contudo por razões físicas e económicas devemos ter um valor tão baixo quanto possível.

No setor das telecomunicações tem-se adotado o valor de 5 ohms ou menos como sendo o valor ideal. O IEEE também recomenda um valor de terra de 5 ohms ou menos.

Note-se que quanto menor o valor de terra mais segura é a instalação e mais garantia de bom funcionamento a mesma oferece.

Finalmente deve sempre obedecer ao valor fixado pela legislação.

Monday, 8 September 2014

A Inspiração no Desporto para a Eficiência na Indústria

Na indústria, com frequência, há dificuldades em criar mecanismos de motivação nos operários em especial nas tarefas menos especializadas. O trabalho repetitivo e o salário, geralmente o mais baixo dentro da organização, criam problemas de autoestima por vezes difíceis de superar. Em consequência surgem problemas de falta de produtividade e qualidade.

Os perfis de liderança são forçados a conseguir gerir esta realidade e têm que encontrar mecanismos que incrementem a autoestima. A inspiração nos valores do desporto pode ser uma solução eficaz.

O desporto é uma "linguagem" próxima dos operários e em si encerra valores como o trabalho em equipa e cumprimento de objetivos que se transpostos para a realidade industrial pode trazer mais eficiência. O atletismo por exemplo, em si é repetitivo e enfadonho, porém o atleta treina todos os dias para se superar si próprio e quebrar os seus próprios recordes. Essa é sua primeira satisfação, contudo não inteiramente suficiente o atleta treina para colocar a sua equipa no pódio, ser melhor do que os outros e claro para receber a taça e só assim o ciclo fica fechado.

Ordem dos Engenheiros preocupada com falta de candidatos a cursos de engenharia civil

in http://www.rtp.pt/


Entrevista Antena 1 aqui





Sandra Henriques08 Set, 2014, 10:03 / atualizado em 08 Set, 2014, 10:15

O bastonário da Ordem dos Engenheiros, Carlos Matias Ramos, mostra-se preocupado com a redução acentuada de candidatos aos cursos de engenharia civil na primeira fase de acesso ao Ensino Superior e atribui esta situação à falsa ideia de que a construção civil é a única saída profissional desta área de estudos.


Em declarações ao jornalista da Antena 1 Nuno Rodrigues, o bastonário da Ordem dos Engenheiros afirma que “a forma como está a ser tratada a área da construção e a conotação que é feita com a engenharia civil fez com que se tivesse a imagem na sociedade de que não valia a pena ir para este curso”.

“A crise imobiliária faz com que se refiram notícias frequentemente de que são ofertas de emprego com valores de 500, 600, 700 euros. Isto é desmobilizador. Não é indicativo da generalidade da engenharia civil. A engenharia civil não é só construção”, frisa Carlos Matias Ramos.

O responsável antevê consequências graves para o país ao argumentar que Portugal corre o risco de ficar sem profissionais nesta área, numa altura em que está anunciado um plano de infraestruturas fundamental para o desenvolvimento do território.

Os cursos de engenharia abriram 9.022 vagas, o mesmo número de lugares que foi disponibilizado em 2013, só que este ano houve menos 401 estudantes a escolher um curso desta área como primeira opção. A quebra do número de candidatos aos cursos de engenharia é sobretudo visível no caso da engenharia civil, em que metade dos cursos ficaram sem qualquer aluno na primeira fase.

Saturday, 6 September 2014

Estratégias para Automatização de uma Planta Industrial



Baseado em http://electrical-engineering-portal.com/

Perceber e simplificar são os primeiros passos para a automatização de processos. Procedimentos similares são sugeridos em literatura especializada mas nenhum tem tanto foco como este título.

1. Perceber o processo existente
2. Simplificar o processo
3. Automatizar o processo

Pode acontecer que a automatização não seja absolutamente necessária ou não se justifique economicamente depois do processo de simplificação. Contudo se concluir que a automatização é uma solução capaz de incrementar a produtividade e a qualidade, ou qualquer outro parâmetro importante. As 10 estratégias que se seguem são um guia para o processo de automatização e constituem um cheklist de possibilidades para implementação de um sistema de produção com vista à sua simplificação ou automatização, elas podem ser consideradas mutuamente ou de forma exclusiva.



1 Especializar Operações

A primeira estratégia consiste em usar equipamento especializado e dedicado para a realização de uma determinada tarefa com a maior eficiência possível. É análogo ao conceito de especialização do trabalho para melhorar a produtividade.

2 Combinação de Operações

Em produção ocorrem sequências de operações muitas vezes complexas que por vezes podem requerer dezenas ou centenas de etapas de processamento. A combinação de operações consiste em agrupar várias operações numa mesma máquina ou estação de trabalho.

Desta maneira uma mesma máquina pode realizar várias operações reduzindo o número de máquinas separadas e muito provavelmente reduzindo também o tempo de set-up.O tempo de manuseio de materiais também é reduz.

3 Simultaneidade de Operações

Uma consequência lógica da estratégia de produção anterior é a realização em simultâneo de operações numa estação de trabalho. Com efeito dois ou mais processamentos são realizados em simultâneo reduzindo o tempo total de processamento.

4 Integração de Operações


Outra estratégia é ligar várias estações de trabalho num só mecanismo integrado utilizando dispositivos de manuseio (tapetes rolantes, braços robóticos, etc...) para transferir o produto entre estações.

Combinando várias estações de trabalho pode conseguir-se que várias partes possam ser processadas em simultâneo aumentando a capacidade do sistema.

5 Incrementar Flexibilidade

O conceito de automatização flexível também pode ser usado, esta estratégia prevê a utilização do mesmo equipamento ou estação de trabalho para a realização de várias tarefas. Consegue-se assim reduzir o número de estações de trabalho, em alguns casos também o tempo de set-up das máquinas.

Note-se contudo que esta estratégia pode não ser muito adequada em situações de um grande volume de trabalho.

6 Melhoria de Manuseamento e Armazenamento de Materiais

O uso de sistemas de manuseamento e armazenagem automatizados são uma oportunidade para reduzir os tempos de produção

7 Inspeção em Linha

Tradicionalmente a inspeção para efeitos de controlo de qualidade é executada no fim da linha ou seja quando o processo está completo. Isto significa que se o produto tiver de ser rejeitado ou fica sujeito a reprocessamento ou vai para "sucata".

Se incorporar a inspeção na linha de produção isso vai permitir recuperar o produto com menor reprocessamento, ou se tiver que o rejeitar pode optar por não finalizar o processo ou adicionar menor valor produtivo caso venha a ser uma 2ª escolha.

8 Controlo do Processo e Otimização
Prever um rigoroso esquema de controlo do processo que incida sobre as operações individuais e eficiência das máquinas. Desta forma os tempos individuais de processo vão estar controlados e podem ser reduzidos

9 Controlo de Operações na Planta

A estratégia anterior foca-se no controlo dos processos individuais, em oposição esta incide sobre o controlo da planta produtiva tentando gerir e coordenar as operações agregadas da planta industrial de forma mais eficiente. A sua implementação, regra geral, envolve instalação de um alto nível de redes de computadores.

10 Produção Integrada por Computador

Eleva a estratégia anterior a um nível superior integrando todas as operações da fábrica e as funções de negócio da empresa num complexo projeto de engenharia com uso intensivo de aplicações informáticas, bases de dados informáticas e redes de computadores.


Intel lança Core M


http://exameinformatica.sapo.pt/



A Intel aproveitou a IFA, a feira de eletrónica de consumo que decorre em Berlim, para lançar oficialmente o processador Core M



O Core M, também conhecido pelo nome de código Broadwell, é apresentado pela Intel como o processador mais eficiente de sempre, necessitando apenas de 4,5 watts para funcionar.
O Core M vai ser aproveitado pelos fabricantes para criar portáteis mais finos e leves, muitos dos quais híbridos (tablet e portátil).

A Acer, a Asus, a HP, a Lenovo e a Toshiba já confirmaram o lançamento de máquinas dois em um. Espera-se que os primeiros modelos cheguem ao mercado já no próximo mês de outubro.
De acordo com informações da Intel, o Core M não vai precisar de dissipação de calor ativa (ventoinha) e vai permitir duplicar a bateria relativamente aos sistemas Core atuais de desempenho equivalente.

O processador Intel Core M está disponível em várias versões: os processadores Intel Core M-5Y10/5Y10a até 2.0 GHz e o processador Intel Core M-5Y70 até 2,6 GHz. O Core M-5Y70 é o processador Core M com a performance mais elevada e está também disponível com a tecnologia profissional 2 em 1 Intel vPro, com funcionalidades de segurança embutida, de forma ajudar a proteger os dados, a identidade dos seus utilizadores e o acesso à rede.

Friday, 5 September 2014

O engenheiro empreendedor: um perfil raro na indústria


in http://blogdaengenharia.com/

Desde o momento que ingressamos em um curso de engenharia, em qualquer universidade do país, somos advertidos sobre as características essenciais de um engenheiro no mercado de trabalho, tais como a liderança, trabalho em equipe e empreendedorismo entre tantas outras. Ao mesmo tempo, também, nos deparamos com o excesso de disciplinas técnicas (principalmente nos anos iniciais) e muitas vezes nada agradáveis.

A grande questão neste caso é: somos preparados como líderes e empreendedores na mesma proporção que somos treinados na área técnica?

Antes de dar continuidade à questão, eis alguns dados da engenharia no Brasil:



Fonte: Folha de S. Paulo

Segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o número de estudantes matriculados em engenharia cresceu até 67% nos últimos anos. Porém, o problema é bem mais grave do que a quantidade ainda escassa de profissionais. Segundo a entidade, a grande maioria dos recém-formados possuem traços claros de uma formação ainda deficiente.

O ensino da engenharia ainda é considerado um dos fatores que limitam a eficiência industrial do país. Faltam disciplinas que incentivem claramente a criatividade, empreendedorismo e senso de inovação nos estudantes, sem deixar de lado a boa formação técnica.

A sugestão do CNI é promover uma atualização no currículo das universidades com foco nas características essenciais do perfil do engenheiro atual, além da criação de uma possível “residência”, como nos cursos de medicina, para engenheiros recém-formados. A prática já acontece no ITA e Embraer.

Uma referência na relação do empreendedorismo com a engenharia é a Olin College, em Needham (EUA), cuja missão central é formar engenheiros criativos e inovadores. Neste modelo de curso, os alunos aprendem na prática com uma rede de proteção de projetos que vão sendo retiradas pelos professores ao longo do curso. No último ano, o aluno lida diretamente com clientes reais em seu projeto com os professores atuando como conselheiros.

Segundo Stephen Schiffman, um dos criadores do currículo da escola, “você tem que ser empreendedor no seu trabalho. Você não pode só ficar lá e aceitar o que pedem para você fazer, seja você um engenheiro ou um artista”.

No Brasil, a maior parte das universidades ainda está distante deste modelo. A pergunta continua sendo: somos treinados como empreendedores na mesma proporção que somos formados como técnicos?

Gestão da Manutenção - Técnicas (II)

Manutenção Preditiva

O conceito de gestão de manutenção preditiva não é propriamente novo. O princípio baseia-se na regular monitorização das condições mecânicas/elétricas de funcionamento, eficiência produtiva entre outros parâmetros que se possam achar relevantes. Da análise do resultado da monitorização poderá ser decidido a intervenção de manutenção, assim o intervalo entre manutenções não é rígido e passa a estar condicionado pelas reais condições de operacionalidade dos equipamentos.

Na verdade a manutenção preditiva pode entender-se como manutenção preventiva cujas intervenções em lugar de serem executadas em intervalos regulares passam a estar dependentes dos resultados de monitorização. Assim os parâmetros críticos dos equipamentos passam esses a ser monitorizados a intervalos regulares, por exemplo para transformadores elétricos a qualidade do óleo e a temperatura dos enrolamentos são parâmetros críticos que devem obedecer a um plano de monitorização e com base nos resultados o engenheiro de manutenção toma a decisão de quando efetuar a retirada de serviço para eliminar eventual problema.

De modo semelhante os motores elétricos devem ser monitorizados quanto a vibrações, velocidade, corrente nos enrolamentos, temperatura de enrolamentos, etc... Assim para outros equipamentos deve ser listados os parâmetros e partes a monitorizar. Um bom princípio é recorrer ao plano de manutenção proposto pelo fabricante e daí adaptar para o método de manutenção preditiva.

Claro que muitas condições de operação para serem monitorizadas implicam a paragem e desmontagem de partes de máquinas. Para esses casos é necessário ponderar a forma de o fazer, imagine-se que para monitorizar o estado de uma roda dentada, identificada como crítica, é necessário desmontar um complexo grupo mecânico. Provavelmente pode ser economicamente vantajoso a mudança direta da roda dentada, contudo o resultado da monitorização que, suponha-se indica que a roda ainda oferece garantia de bom funcionamento por mais 6 meses, condicionará a sua próxima substituição num prazo mais alargado.

Os dados das monitorizações devem ser registados para tratamento estatístico. O resultado deste tratamento deverá ser usado para prever intervenções e muito importante adaptar as existências de stock. Os dados das monitorizações devem ser usados para análise holística, os comportamentos e tendências devem ser entendidos assim como a sua relação com as avarias. Essa é a grande vantagem deste método que permite um sistema de gestão implementado passo a passo tendencialmente mais eficiente.

Thursday, 4 September 2014

Gestão da Manutenção - Técnicas (I)


O Custo da Manutenção

Todas as industrias estão sobre uma tremenda pressão para reduzir os custos da manutenção. Os departamentos de manutenção são não raras vezes olhados como não produtivos, ou seja não geram valor acrescentado, e despesistas.

Nos últimos 20 anos os engenheiros de manutenção tiveram necessidade de rever os modelos de gestão a qual assentava no conceito de manutenção preventiva. Contudo voltar ao conceito da manutenção reativa não é o adequado pois as falhas de equipamento, especialmente de forma não previsível, trazem custos elevados de não produção, podem ter consequências imprevisíveis no planeamento da produção, custos de falhas nos prazos de entrega. Por outro lado as avarias imprevisíveis obrigam a manter níveis de stock de peças mais elevado e dependendo dos casos pode afetar a segurança das instalações e do pessoal, imagine-se elementos cerâmicos de instalações elétricas que podem estourar com aquecimento excessivo.

Os profissionais de manutenção precisaram testar novas atitudes até ao limite e tendencialmente foram adotando as técnicas de manutenção preditiva.

Num próximo artigo abordaremos o conceito.

Boas Vibrações


Um grupo de investigadores ingleses desenvolveu um sistema capaz de gerar energia elétrica a partir das vibrações produzidas pelo ruído. O sistema que usa as propriedades piezoelétricas do óxido de zinco (ZnO) é indicado para a recarga de 'mobile devices' no dia a dia aproveitando o ruído de fundo.

A equipa de investigadores da Queen Mary University of London conseguiu desenvolver um carregador do tamanho de um Nokia Lumia 925 capaz de gerar 5 Volts. Joe Briscoe explicou que 70dB são suficientes para gerar uma resposta aceitável, mas com mais trabalho de investigação acredita que este valor possa  ser reduzido. O mesmo também disse que as vibrações diretas como as de veículos ou de máquinas em funcionamento têm ainda um potencial maior para gerar energia do que as do som.

Se por exemplo se conseguir integrar este sistema num telemóvel ou tablet ele pode carregar-se enquanto alguém viaja de carro ou de comboio. Ainda mais, algumas partes do telemóvel podem mesmo ser construídas com este material.

Para fazer o sistema, os investigadores separaram nanopartículas de ZnO numa superficie de plástico, o qual é colocado numa solução contendo hexametilenotetramina (HMT) e foi aquecida a 90º.

Tuesday, 2 September 2014

Grafeno pode Transformar a Borracha em Material Condutor



Uma equipa da Universidade de Surrey Trinity College Dublin descobriu uma forma de transformar bandas de borracha em sensores desde que modificada com grafeno. O método descoberto é uma forma de criar sensores de deformação de baixo custo. Segundo os investigadores consegue-se medir variações na corrente elétrica que atravessa esta borracha modificada quando sujeita a deformações.

Pensa-se que os sensores feitos com esta técnica também permitem monitorizar movimentos respiratórios e do coração. Também se perspetiva que se possa usar esta técnica em elementos de borracha que façam parte de edifícios, pontes ou outras construções e assim monitorizar deformações de forma continua.

Ordens em guerra. MP arquiva processo dos arquitectos contra os engenheiros técnicos


in http://www.ionline.pt/

Regulamento dos engenheiros está na base das divergências. Bastonário da OET fica satisfeito com arquivamento e diz que relações estão cortadas


O Ministério Público arquivou o processo administrativo movido pela Ordem dos Arquitectos (OA) contra o novo regulamento da Ordem dos Engenheiros Técnicos (OET). Em causa está o facto de a OA considerar que, de acordo com o novo texto, poderão ser executados por engenheiros técnicos trabalhos que cabem aos arquitectos. Desde o comunicado em que os engenheiros anunciaram no último mês a decisão de arquivamento até hoje, as duas ordens têm lançado críticas mútuas nos seus sites, numa espécie de resposta e contra-resposta.

O presidente da Ordem dos Arquitectos, João Santa-Rita, disse ontem ao i que "já houve recurso do arquivamento", garantindo que não vai desistir. Defende que esta questão é "crucial" nas relações entre as duas classes profissionais, mas garante não estar em causa qualquer ruptura.

Augusto Ferreira Guedes, bastonário da OET, tem uma posição diferente. Considera que este processo foi a gota de água e que actualmente as duas ordens estão de costas voltadas. "Cortámos relações. Considerei uma falta de elegância a OA ter avançado com um processo sem antes fazer uma abordagem informal à Ordem dos Engenheiros Técnicos", esclareceu ao i.

De acordo com o primeiro comunicado da OET, "o despacho de arquivamento concluiu que o Regulamento n.o 189/2012 não padece de quaisquer das ilegalidades que lhe foram imputadas pela Ordem dos Arquitectos, e bem assim não existem razões de ordem pública que justifiquem a formulação de um pedido de declaração de ilegalidade". No documento é ainda referido que as novas regras não têm como objectivo atribuir competências de outras profissões aos engenheiros técnicos. A resposta não tardou e a 6 de Agosto - uma semana após a reacção da OET - a Ordem dos Arquitectos garantira no site não ter desistido do seu objectivo. "Só aos tribunais compete declarar a ilegalidade de normas regulamentares. [Este arquivamento] não atesta a conformidade do regulamento da OET com a lei", escrevem, deixando um aviso: "O Conselho Directivo Nacional da Ordem dos Arquitectos adverte todos os interessados da responsabilidade em que incorre a prática de actos próprios no domínio da arquitectura por parte de quem não detenha as qualificações académicas necessárias e não se encontre regularmente inscrito como arquitecto." O esclarecimento deu novamente lugar a uma tomada de posição pública dos engenheiros. "A OA procede a uma confusão entre actos próprios e actos exclusivos."

De acordo com João Santa-Rita, "não é entendível estar-se a discutir se actos de arquitectura devem ser praticados por arquitectos ou por engenheiros técnicos". O responsável diz ainda considerar que as competências de cada classe profissional foram "clarificadas com a Lei 31/2009".

Já para Augusto Ferreira Guedes, este arquivamento foi importante e mostra que os engenheiros técnicos "podem realizar intervenções de escassa relevância urbanística". O bastonário diz ainda não entender o silêncio da Ordem dos Engenheiros (OE) nesta matéria, até porque, avisa, este conflito também apanha os profissionais inscritos naquela ordem: "Isto é um ataque à engenharia."

O diferendo entre as duas ordens arrasta-se há dois anos. Os arquitectos pediram logo em 2012 a declaração de ilegalidade do regulamento da OET n.o 189/2012, de 23 de Maio. Desde esse aí, o texto já sofreu alterações, mas para a OA mantêm-se as "ilegalidades".

Monday, 1 September 2014

Ordem dos Engenheiros para todas a Especialidades

A engenharia, por definição, é o conjunto de técnicas e métodos para aplicação do conhecimento científico na planificação, criação e manutenção de estruturas, máquinas e sistemas para benefício humano, assim na sociedade a engenharia tem um papel central tanto do ponto de vista económico como no bem-estar da própria humanidade. A engenharia enquanto setor no domínio económico é uma das que, senão mesmo a que, mais-valias pode gerar para o país. Casos como a da Alemanha refletem muito da sua economia na capacidade que a engenharia tem em retribuir com a geração de riqueza, seja no setor automóvel, eletrónico ou construção de maquinaria. A China também, muitas vezes conotada, negativamente tem uma forte aposta no setor da engenharia e só assim se pode entender a “mega industria” em que a mesma se tornou.

Não obstante a importância da engenharia, os engenheiros enquanto classe profissional funcionam isoladamente e poucos são os que reconhecem a Ordem dos Engenheiros como organização necessária ao exercício da sua atividade, compare-se pois a quantidade de licenciados em engenharia e os inscritos na Ordem. Esta realidade existe porque a Ordem pouco mais regula do que a atividade em torno da Engenharia Civil e suas especialidades e por outro lado abstém-se de intervir quotidianamente na sociedade em áreas que são do seu domínio. Também há quem olhe para a Ordem como organização promotora de atividades de lazer para engenheiros.

Num momento crucial como o que vivemos fruto da grave crise económica em que o país mergulhou (e a Europa em geral) a Ordem dos Engenheiros deveria estar nas primeiras páginas apontando os seus profissionais como capazes de dinamizar projetos pertinentes, inovadores e geradores de riqueza; em contraste, apontando projetos despesistas e de retorno duvidoso; batalhando pela imagem social dos engenheiros; etc... A Ordem dos Engenheiros tem que ser mais pró-ativa e crítica, deve reinventar-se na sua atuação e organização interna.

Por razões históricas e outras perfeitamente compreensivas entende-se o cordão umbilical que a Ordem tem com o exercício da Engenharia Civil e suas especialidades, contudo tem que se abrir e promover os outros domínios da engenharia. Há anos que se ouve falar na definição dos atos de engenharia, é um caminho que julgo por fazer que certamente não é fácil e que levantará questões como; se o ato de programar só estiver legalizado para os engenheiros informáticos por que razão um autodidata não o pode fazer? Que implicação tem isso para a sociedade? Contudo fará sentido que se o software tiver que fazer prova de legal ou de segurança o mesmo tenha que ser certificado e o processo instruído por um engenheiro informático inscrito na Ordem. O mesmo tipo de raciocínio pode ser aplicado a outras especialidades.

Haverá no entanto regras mais genéricas que a Ordem pode exigir, por exemplo se uma empresa colocar um anúncio a pedir um engenheiro o lugar só deverá ser ocupado por um profissional inscrito na Ordem, de outra forma o cargo/função legalmente não deve ser anunciado com a designação ‘engenheiro’. A Ordem deve ainda exigir que para efeitos legais e de acesso a incentivos financeiros do Estado, as empresas a partir de determinada dimensão sejam obrigadas a apresentar organigramas cujos cargos onde as mesmas denominem como pré-requisito a licenciatura em engenharia façam prova de que os profissionais a exercer os respetivos cargos estejam inscritos na respetiva Ordem.

A Ordem dos Engenheiros tem que se esforçar por regular o exercício da profissão e pugnar pela qualidade dos profissionais. Deve por isso, à semelhança do que fazem outras Ordens, emitir pareceres quanto aos honorários/salários para acesso ao exercício da atividade. Para assegurar a qualidade dos profissionais a Ordem deve ter o poder para certificar os cursos de engenharia e obrigar à não denominação de engenharia a todos os quantos a mesma considere não terem qualidade para formar profissionais de engenharia, assim os titulares de cursos com a designação de engenharia passam a ter acesso direto à Ordem, é uma questão de transparência.


Em conclusão a Ordem dos Engenheiros mais do que nunca precisa de se afirmar na sociedade para impor regras a benefício do exercício da profissão e dos seus profissionais em todas as especialidades tendo como expressão última o benefício que a qualidade dos mesmos transfere para a sociedade. Outros itens poderiamos abordar como a formação dos engenheiros ao longo da vida e o papel que a Ordem deverá ter na mesma. Por fim o enquadramento da engenharia de modo transversal pensando nos profissionais inscritos em determinada especialidade e que a vida profissional por razões várias os empurrou para a aplicação da engenharia num conceito mais genérico.