O norte de França, em cidades como Lille, Roubaix e Tourcoing, junto à fronteira com a Bélgica é o centro de um cluster de têxteis técnicos. As origens do têxtil nesta região remontam à idade média com o comércio facilitado pela proximidade com o porto de Antuérpia.
A região dedicava-se à produção de têxteis tradicionais, contudo a concorrência de baixo custo dos países emergentes obrigaram a reconversão das principais unidades industriais para a produção de têxteis técnicos. Hoje Lille é considerada a capital dos têxteis técnicos, com mais de 300 empresas espalhadas por 150km dedicadas a este sector de alta tecnologia. A região conta com 23 laboratórios de investigação e desenvolvimento e com uma dinâmica muito pro-activa entre empresas e meio académico. Os centros de I&D dedicam-se não só ao desenvolvimento dos materiais e processos, mas também à promoção, comunicação e apoio à exportação do sector.
O CETI (Centro Europeu de Têxteis Inovadores) é talvez o mais conhecido e dedica-se ao desenvolvimento de têxteis para sectores como higiene e saúde, desporto, equipamentos de protecção, engenharia civil e transportes. Outro centro é o CLUBTEX (Centro para a promoção das empresas de têxteis técnicos) que dá apoio não só a empresas francesas, mas também Belgas.
Algumas das empresas localizadas nesta região foram já fundadas no século XIX e gradualmente fizeram a transição do tradicional para os têxteis de alta tecnologia. Uma dessas empresas é a Dickson fundada em 1836, já nessa altura produzia tecidos para velas e desenvolvia métodos para prevenir o mofo em tecidos marinhos.
Fonte: http://www.textileworld.com/

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