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Monday, 15 December 2014

Ordem dos Engenheiros - Sonha e Faz

A Ordem dos Engenheiros publicou no final do passado mês de Novembro um video promocional que visa captar estudantes para os cursos de engenharia.

Curiosamente este blog publicou recentemente (sem conhecer ainda o video da Ordem dos Engenheiros) um video de Julho deste Ano da Univesp - Universidade Virtual do Estado de São Paulo onde o Professor José Roberto Cardoso dá uma aula de Introdução à Engenharia onde enfatiza as características de um profissional de engenharia - Acredito que o caminho é mais por aí.


Friday, 12 December 2014

Engenharia - Perfil do Engenheiro

Qual o lugar da engenharia na sociedade? Qual a sua importância? E o engenheiro, qual o perfil na era atual? Que competências de liderança?

O video que aqui se apresenta é não só um guia para futuros engenheiros, mas também um memorando para os profissionais de engenharia para reencontro das origens e essência do que deve ser a sua atividade.




A UNIVESP, Universidade Virtual do Estado de São Paulo, mantém no Youtube um basto acervo de vídeos sobre ensino de engenharia.

Tuesday, 2 December 2014

Correção do Fator de Potência



Sendo o fator de potência um tema fundamental nas instalações industriais, adicionamos à seção de downloads novo documento técnico da ABB sobre o assunto.

Ver aqui




Monday, 1 December 2014

Supercondutores e Movimentação sem Fricção


A Festo conhecida marca de componentes pneumáticos e hidráulicos para a indústria está apostada na exploração do fenómeno da supercondutividade. Desta maneira a Festa sugere o impossível: sistemas de movimentação sem fricção.

A supercondutividade acontece a muito baixas temperaturas. Quando um material é arrefecido a temperaturas muito baixas cria um campo magnético à sua volta capaz de manter objetos em suspensão a uma distância fixa, sendo assim possível criar movimento sem fricção e sem os tradicionais mecanismos de controlo.

A Festo demonstra o conceito num vídeo onde explica ser capaz de produzir movimentos em todas as direções recorrendo a esta técnica. O vídeo mostra que objetos se podem mover dentro de um volume hermeticamente fechado.

Os supercondutores começam assim a aproximar-se da realidade e afiguram-se aplicações em ambientes industriais.


Transmissão por Levitação



Um grupo de engenheiros investigadores espanhóis da Universidade Carlos III de Madrid desenvolveram um novo sistema de transmissão para aplicações espaciais que, no futuro, pode ditar o fim das tradicionais caixas de velocidade. A nova transmissão não recorre a contacto mecânico, trabalha por magnetismo e não precisa de lubrificação, logo é imune aos danos por fricção.

Desenvolvido ao abrigo de um projeto europeu chamado MAGDRIVE o sistema transforma a velocidade rotacional de um eixo de entrada numa velocidade diferente num eixo de saída e isto por magnetismo, sem contacto mecânico. A nova "caixa de velocidades" em lugar de rodas dentadas tem imãs que se atraem e repelem alterando forças e velocidades entre eixos de entrada e saída.

O sistema originalmente concebido para aplicações espaciais foi desenhado para trabalhar a temperaturas muito baixas em aplicações como braços robóticos ou posicionadores de painéis solares. A equipa de investigação desenvolveu contudo dois protótipos, um criogénico para temperaturas de - 210ºC e um outro para temperaturas mais convencionais.

A versão criogénica integra rolamentos supercondutores de levitação que geram forças estáveis de repulsão o que permite girar de maneira estável e imune a movimentos e desequilíbrios oscilantes.
Trata-se da primeira vez na história que um eixo transmite o movimento a outro sem qualquer contacto e rodando a 3000 RPM.

Tuesday, 25 November 2014

Produção Lean - O caso do setor ITV



Ainda que nascido do rescaldo da 2ª guerra mundial, o sistema Lean de Produção é ainda pouco implementado em Portugal. Em 2010 foi feita uma investigação baseada numa pesquisa realizada em Portugal, Itália, Reino Unido e EUA e disso mesmo dava conta. No estudo foram identificados obstáculos à implementação das metodologias Lean tendo sido identificados a falta de entendimento do sistema, o não o saber implementar, a falta de apoio da gestão de topo e o desconhecimento do sistema e seus benefícios. A acrescentar ao desconhecimento dos benefícios associa-se o desconhecimento os custos de implementação dos sistema e a dificuldade em quantificar os mesmos.

No caso concreto das indústrias têxteis o cenário acerca do tema é ainda mais redutor. Em 2012 a Universidade do Minho por Laura Costa Maia levou a cabo um inquérito aos profissionais de engenharia das indústrias de ITV (Indústrias Têxteis e Vestuário) sendo que 77% dos inquiridos responderam que trabalhavam em empresas que não tinham o sistema Lean implementado, ainda que 46% tenham afirmado que o Lean se trata de um modelo a implementar. Igualmente 46% responderam não ter conhecimentos suficientes para o implementar.

O resultado do estudo traduz o conhecimento empírico que a autora do mesmo detinha do setor em diversos trabalhos de consultadoria. A mesma menciona problemas persistentes e recorrentes como acidentes de trabalho, absentismo elevado, difícil comunicação entre gestores e colaboradores, produtividade baixa, atrasos nas entregas, elevada taxa de defeitos, elevadas reclamações por parte dos clientes, muito tempo gasto na procura de materiais e ferramentas, elevada taxa de retrabalho, muitas máquinas em paradeiro desconhecido, armazéns cheios de material pouco usado ou obsoleto, stocks elevados de matéria-prima de trabalho em curso e produto acabado, corredores apinhados de material em curso, mau dimensionamento de contentores e caixas rotas.

Numa opinião, agora pessoal, as indústrias ITV ainda que desconhecendo os pilares da metodologia Lean têm-no por instinto parcelarmente implementado de forma empírica. Veja-se as linhas de produção das indústrias de vestuário que não deixam de ser um exemplo prático do conceito Lean. As máquinas não se agrupam por tipologia mas antes numa sequência lógica de operações em que o resultado final se traduz numa cadência de produção mais ou menos fixa a que corresponde o conceito de takt time. Outros exemplos ocorrem-me como o controlo de produção e regulação de fluxos de forma visual. Contudo o setor carece de profissionais com conhecimentos e/ou disponibilidade para tratamento numérico e estatístico que permitam mensurar adequadamente a organização produtiva para consequentemente redimensionar as linhas de produção baseado no espírito da melhoria contínua. Outra dificuldade consiste na baixa escolaridade da generalidade dos colaboradores que impede mecanismos de abordagem sistemática, ou seja proceder de igual forma em condições de igualdade de circunstâncias. A mesma baixa escolaridade limita a capacidade de organização documental. Acresce que o setor está demasiado preso a conceitos organizacionais tradicionais, por exemplo em determinadas circunstâncias é razoável parar equipamentos para evitar estrangulamentos e deslocar recursos para pontos de produção mais a jusante fazendo aumentar ou manter a cadência de produção no final da linha.

Finalmente outros fatores há que fazem desta indústria a que conta com trabalhadores com os mais baixos níveis de autoestima e consequentemente menos predisponíveis para a eficiência e mudanças de hábitos. O mesmo se aplica não menos vezes a chefias com a agravante de provocar o aumento de necessidades de afirmação pessoal em detrimento da organização como um todo.

Monday, 10 November 2014

Sistema robótico para tratamento de epilepsia



Um grupo de engenheiros concebeu um sistema robótico para assistir em cirurgias ao cérebro para o tratamento da epilepsia.

O procedimento cirúrgico para o tratamento de casos graves de epilepsia envolve a perfuração através do crânio até ao cérebro para destruir a pequena área onde as convulsões são originadas.

Os engenheiros da Vanderbilt University consideram que é possível com este robô tornar a cirurgia menos invasiva porque a região do cérebro envolvida, o hipocampo, fica no fundo. Esta solução robótica entra no cérebro por baixo evitando perfurar o crânio.

Barata Eletrónica - Biobots



Investigadores da Universidade da Carolina do Norte desenvolveram cyborgs que se assemelham a baratas, chamam-se Biobots. Os Biobots estão equipados com microfones e são capazes de seguir as fontes que emitem os sons detetados.

Esta tecnologia está pensada para atuar em casos de emergência para resgate e salvamento de sobreviventes em cenários de desastre como em colapsos de edifícios.

De acordo com os investigadores o inseto artificial está equipado com "mochilas" eletrónicas para assegurar os movimentos do Biobots. Foram desenvolvidas dois tipos de "mochilas". Uma está equipada com microfones capazes de captar sons em alta resolução vindos de qualquer direção e transmiti-los por wireless para os socorristas. O outro tipo de mochila está equipada com três microfones de maneira a detetar a direção do som. A equipa de investigadores desenvolveu depois um algoritmo para analisar os sons e assim localizar a sua origem e orientar o Biobots até à sua origem.

Estas baratas eletrónicas são capazes de diferenciar os sons que interessam, por exemplo o de uma pessoa a pedir ajuda diferenciando-o de outros que não interessam.


Friday, 7 November 2014

Produção Lean - Just In Time (parte 2)

Takt time é o tempo necessário para produzir uma unidade. Numa lógica de produção puxada as quantidades a produzir estão niveladas com a procura do cliente pelo que por definição Takt time fica:

Takt time = tempo disponível para produção / procura do cliente

Pode dizer-se que Takt Time é o ritmo de produção de uma linha Lean, por exemplo 50seg/unidade. Facilmente se percebe que o Takt time de uma linha de produção é igual ao tempo de processamento do posto mais lento, ele é quem define o ritmo de produção, por isso esta filosofia de produção faz revelar os pontos fracos da organização industrial. Imagine-se que está definido que cada posto de trabalho deve ter aprovisionado duas unidades de artigo a processar. Por meio de kanban, tema já abordado neste blogue (ver aqui), a linha autorregula-se para que os stock's intermédios se mantenham nos valores definidos. Se algum dos postos de trabalho da linha tiver um tempo de processamento maior que os restantes é esse que vai definir o takt time e, todos os outros vão reduzir a sua velocidade de processamento caso contrário o stock de entrada no posto mais lento vai ser mais elevado do que o definido.

Uma possível melhoria na linha de produção seria diminuir o tempo de produção do posto mais lento para melhorar o takt time da linha. Várias opções podem ser consideradas sendo que a mais simples é que o operador desse posto seja ajudado por algum operador dos postos adjacentes. Outra opção pode ser a duplicação do posto de trabalho mais lento criando uma bifurcação. Imagine-se que para a operação em causa é usada uma máquina que já está regulada na máxima produção possível, imagine-se ainda que no mercado não existem máquinas similares mais rápidas, faz pois sentido adquirir uma outra a instalar na mesma linha em paralelo com a máquina já existente, podendo ambas ser operadas, ou não, por um só operador. A tomada de uma ou outra decisão depende do custo unitário dos artigos produzidos recorrendo a uma ou outra solução. O investimento na aquisição de uma nova máquina pode elevar o custo de produção a um nível tão elevado capaz de superar o custo unitário dos artigos produzidos numa linha com takt time mais baixo.

Uma linha de produção a operar numa lógica de produção puxada produz somente o que é vendido e evita custos de sobreprodução (aumento de stock's) bem como de subprodução (menores vendas). Ainda sobre este esta lógica a programação e controlo da produção fica simplificada e autorregulável evitando instruções verbais, características na produção empurrada.


Thursday, 6 November 2014

Produção Lean - Just In Time (parte 1)


Just In Time, produzir apenas o necessário e quando é necessário. A metodologia Lean foca-se nas solicitações dos clientes, na demanda do mercado, e importa o conceito para o chão de fábrica: o armazém de expedição solicita ao departamento de produção as quantidades necessárias para satisfazer o pedido do cliente e pede-as para a data em que delas necessita e expede a encomenda para o cliente, assim reduz as quantidades de produto em stock bem como a sua permanência em armazém. O mesmo sucede com o departamento de produção que solicita ao armazém de matéria-prima as quantidades necessárias no momento que delas necessita de maneira a entregar o produto ao armazém de expedição na data que em que este último solicitou.

No conceito clássico de produção em massa, o fluxo produtivo surge empurrado. A capacidade produtiva da fábrica determina o número de peças a produzir, o armazém de matéria-prima adquire as matérias de maneira a que estas não faltem à produção. O departamento de produção produz maximizando os seus recursos para reduzir o custo unitário de produção e coloca o produto acabado no armazém de expedição que os envia ao cliente consoante os pedidos. Com frequência os armazéns enchem, o tempo de permanência do produto em armazém é elevado e os departamentos comerciais vêm-se forçados a fazer promoções para baixar os níveis de stock.

O conceito Lean implementa uma gestão e planeamento de produção invertida. A isto chama-se produção puxada e deste modo pretende-se eliminar perdas por produção em excesso traduzindo-se em menor stock, menor tempo de permanência do produto no processo produtivo e com isto fazer com que o dinheiro investido na aquisição da matéria-prima e nos recursos de produção mais rapidamente seja devolvido.

A produção puxada aplica-se entre departamentos e simultaneamente dentro de cada departamento entre cada um dos processos.

A viabilidade do conceito Just In Time depende de três fatores: fluxo contínuo de produção, takt time e produção puxada.

Tradicionalmente as unidades produtivas organizam-se agrupando as máquinas por processos, por exemplo secção de corte, secção de estampagem, secção de polimento e por aí fora. Desta feita produzem-se grandes quantidades por lote que depois são transportados entre departamentos. Desde logo se identificam perdas por tempo de espera até completar lote, perdas por necessidade de manipulação para transporte e perdas por stocks (por vezes exagerados) entre secções. O conceito Lean redesenha o layout fabril organizando-o em células funcionais em que os processos de fabrico são alinhados em linhas de produção. Nestas linhas os equipamentos ou postos de trabalho são alinhados de forma sequencial e fisicamente próximos, por exemplo: numa cutelaria alinha-se o posto de corte, seguidamente o posto de estampagem e no fim da linha o posto de polimento. Estes estão tão próximos uns dos outros de maneira a que entre os postos se evitem necessidades de manipulação por transporte e se reduza o espaço para stocks intermédios ao mínimo necessário.


Monday, 3 November 2014

Land Rover torna frente dos carros transparente

A Land Rover apresenta um inovador conceito de visualização de ângulos mortos que torna a frente do carro transparente.



Parece magia mas é tão-somente alta tecnologia. O sistema funciona com duas câmaras, uma virada para a frente e montada na grelha frontal e uma segunda voltada para o chão na parte inferior do carro. O resultado de ambas as imagens depois de processado por software é projetado no para-brisas conforme o video criando a sensação de que a frente do carro é transparente.

Por este método os percursos fora de estrada tornam-se mais fáceis de executar e deixa de ser necessário o copiloto sair do carro para orientar o condutor onde colocar as rodas.


Wednesday, 29 October 2014

Aparelho faz diagnóstico de osteoporose por leitura acústica

Investigadores ingleses desenvolveram um aparelho que identifica problemas de osteoporose através de sons emitidos pelo corpo. O aparelho portátil pode ser usado por profissionais de saúde para monitorizar o estado dos pacientes com regularidade para avaliar de que forma respondem aos tratamentos.


O aparelho possui sensores que se aplicam à superfície dos joelhos que detetam os ruídos gerados pela energia acústica gerada pela fricção e peso do próprio corpo nas articulações. O sistema também é capaz de interpretar e registar o ângulo do joelho para assim relacionar a forma de onda acústica durante as diferentes fases do movimento.

A investigação foi liderada pela Lancaster University mas também contou com investigadores de Central Lancashire University, Manchester University e da industria.

Tuesday, 28 October 2014

Reino Unido terá estrada inteligente

in http://canaltech.com.br/ (2013)


A estrada A14, que liga as cidades de Felixstowe e Birmingham, no Reino Unido, será a primeira via do país com um sistema inteligente conectado à internet. As informações são do jornal Telegraph.

A ideia é que a estrada sirva de modelo para preparar outros locais para o futuro, em especial para carros automatizados que não precisam de motorista. Além disso, o caminho poderá alertar sobre a velocidade do automóvel para reduzir a distração do condutor e evitar acidentes.

O Reino Unido é um dos primeiros países do mundo a testar uma tecnologia chamada "espaço branco". Os sinais são enviados pelas brechas do espectro utilizado pelas TVs, e não pela rede de celulares, e por isso a estrada transmite dados a maiores distâncias e ajuda a conectar os carros a lugares mais remotos. Outras empresas também fazem testes com esse recurso; a Microsoft, por exemplo, vai usar espaços brancos para distribuir Wi-Fi grátis em Glasgow, na Escócia.

Sensores serão colocados ao longo de 110 quilômetros da A14. A estrada será conectada ao controle de tráfego, permitindo a transmissão de dados sobre trânsito e clima direto para o celular do motorista. Dessa forma, será possível planejar melhor as rotas e evitar congestionamentos.

Os engenheiros responsáveis pelo projeto esperam que, no futuro, a própria estrada controle automaticamente a velocidade dos veículos e ainda ofereça suporte para alimentar máquinas de venda automática e monitores cardíacos.

Cerca de vinte companhias vão testar a A14. Segundo a entidade reguladora de telecomunicações Ofcom, a estrada deve entrar em operação oficial em 2014.

Monday, 27 October 2014

Lean Production, o Conceito

Lean traduzido do inglês significa magro. Por esta designação já se antevê os princípios de Lean Manufacturing, produção magra: é obvio redução de desperdícios.

O foco da filosofia Lean está centrado no valor que o cliente está disposto a pagar pelo artigo a produzir. Nas organizações tradicionais o valor do produto é a soma dos custos de produção, matéria-prima e lucro. O sistema Lean está invertido, a organização está obrigada a produzir para um dado valor de mercado e é partindo deste princípio que toda a estrutura organizacional deve ser projetada ou analisada. Toda a cadeia de valor da organização, processo a processo, deve ser analisada com o objetivo de identificar desperdícios e oportunidades de melhoria na busca da perfeição. Com isto o Lean Manufacturing deve implementar um sistema de produção de fluxo contínuo onde todas as operações tenham em vista o acrescentar valor ao produto e onde as quantidades a produzir são processadas no momento certo e adequam-se à procura. Desta feita o sistema Lean basea-se em métodos de produção pull ou produção puxada, com isto as ordens de produção são sempre despoletadas pela procura do cliente, do mesmo modo o fluxo de produção rege-se pelo mesmo princípio, são os processos a jusante que desencadeiam as ordens de produção nos processos a montante.

Num sistema de produção puxado evitam-se produções desnecessárias e os produtos são assim processados no momento certo para satisfazer a procura, Just in Time.

O conceito Lean Manufacturing permite eliminar, ou pelo menos reduzir os oito desperdícios fundamentais, sobreprodução, sobreprocessamento, defeitos, stocks em excesso, deslocações dos operadores, movimentações e manuseamento de materiais desnecessários. O efeito destes desperdícios reflete-se no aumento dos tempos de processamento, aumento do tempo de entrega e finalmente no aumento do custo do produto. Interessa reforçar que a sobreprodução, ou seja, produzir mais do que o necessário para satisfazer a procura ou os pedidos dos clientes, está na origem de outros desperdícios, a empresa vê os armazéns cheios especialmente de produto acabado que não consegue vender, mas também de armazéns intermédios, com todos os custos e falta de espaço que isso acarreta.

Por fim o oitavo desperdício: não aproveitar a criatividade dos colaboradores.

Thursday, 23 October 2014

Lean Production, a Origem

Após a 1ª grande guerra Henry Ford fez prosperar a indústria de automóveis introduzindo o conceito de produção em massa. O Ford T foi o primeiro modelo da história do automóvel a ser produzido em série. O conceito de Henry Ford era simples, ainda assim inovador: produzir em grande escala para reduzir o custo de produção. Com a produção em massa os operários deixaram de ter que ser especialistas e só tinham que fazer bem e rápido uma só tarefa, antes, no conceito de produção artesanal os operários tinham que saber executar todas as tarefas.


O resultado foram carros baratos e fiáveis, não tardou por isso a que o conceito fosse exportado para outros setores marcando o início da indústria moderna.

Com a 2ª guerra o Japão ficou devastado. O construtor de automóveis Japonês Toyota enviou um grupo de engenheiros aos Estados Unidos para visitar o rival americano Ford. O objetivo foi estudar o conceito de produção em massa para o adotar e assim fazer reerguer o construtor que além de automóveis também construía teares para a indústria têxtil. Contudo os engenheiros da Toyota perceberam que dificilmente o sistema americano resultaria no contexto japonês. O mercado americano era incomensuravelmente maior que o japonês pelo que à escala do Japão a Toyota não iria conseguir produzir automóveis suficientemente baratos. Por outro lado a Toyota percebeu a principal fragilidade da produção em massa, a falta de flexibilidade. Na produção em massa evitam-se mudanças e ajustes nos equipamentos e como consequência produzem-se pequenas variedades do mesmo produto. Por exemplo durante muitos anos o Ford T teve sempre a mesma cor precisamente para que não houvesse mudanças na linha de produção.

A Toyota entendeu que podia ter uma mais-valia competitiva indo de encontro ao desejo dos consumidores fabricando uma maior variedade do mesmo produto. Mas persistia o problema de como produzir carros baratos e isso teria que ser resolvido porque o construtor japonês também já sabia que quem define o preço do produto é o cliente, ou seja o cliente é que decide o quanto está disposto a pagar para adquirir um dado produto. Os engenheiros da Toyota também perceberam que o sistema de produção em massa gera muito desperdício que regra geral não era valorizado, assim começaram a estudar uma simbiose da produção artesanal com a produção em série que procurasse reduzir a zero o desperdício. Assim nasceu o Sistema de Produção Toyota.

O Sistema de Produção Toyota passou despercebido ao mundo durante muitos anos e só na década de 70 do século XX é que passou a dar nas vistas quando em plena crise petrolífera os construtores americanos começam a somar prejuízos e a Toyota revela-se ainda que produzindo menos mas mantendo a existência de lucros. É nessa altura que o MIT começa a estudar os sistema de produção Toyota e o denomina de Lean Production.

Procedimentos para inspeção de cabos elétricos de baixa tensão LV



Procedimentos para inspeção de cabos elétricos de baixa tensão.

    1 - Compare o cabo com o projeto e especificações.
    2 - Inspecione secções expostas dos cabos suscetíveis de sofrer danos físicos.
    3 - Verifique a sua correta ligação de acordo com o projeto elétrico.
    4 - Inspecione as conexões aparafusadas usando um dos seguintes métodos:

          a)  Usar um ohmímetro de baixa resistência
          b) Verificar o aperto das conexões elétricas usando uma chave dinamométrica calibrada e                        comparando com dados dos fabricantes.
          c) Realizar levantamento termográfico

    5 - Fazer testes de isolamento.
    6 - Fazer testes de continuidade.
    7 - Verificar resistência uniforme de cabos paralelos.
A verificação do estado dos cabos elétricos e suas conexões é matéria suprema para a garantia de segurança de uma instalação elétrica, nomeadamente no que ao risco de incêndio diz respeito.

Wednesday, 22 October 2014

Sensores de medição podem ser pirateados para reduzir conta da luz

in http://exameinformatica.sapo.pt/

Dois investigadores descobriram que os sensores de medição de consumos de eletricidade bastante populares em Espanha apresentam uma vulnerabilidade que pode ser usada para atacar a rede elétrica ou simplesmente mostrar menos gastos.


Javier Vidal e Alberto Illera descobriram que a forma como os sensores inteligentes de medição de consumos de eletricidade comunicam com a rede central pode ser pirateada. Como consequência, terroristas podem usar a vulnerabilidade para provocar interrupções de fornecimento elétrico e hackers podem começar a registar menos consumos, para pagar faturas de eletricidade mais reduzidas. Os investigadores desmontaram os sensores instalados por uma companhia elétrica espanhola na morada do cliente. Ao fim de seis meses de investigação, descobriram que as chaves de encriptação das comunicações entre o sensor e a rede estão gravadas no firmware do aparelho. Segundo a BBC, é possível usar as chaves em conjunto com o identificador único de cada sensor para alterar as comunicações. Numa primeira instância, é possível registar consumos inferiores aos reais, de forma a pagar menos eletricidade, mas a falha pode ser explorada para cortar o fornecimento para aquele ponto de entrega.

Os investigadores já alertaram a companhia elétrica espanhola, que não foi identificada publicamente. Em Espanha, prevê-se a instalação de milhões destes contadores inteligentes antes de 2018.

Ashar Aziz, responsável pela empresa de segurança FireEye, explica que as vulnerabilidades existem e até agora só foi possível manter o equilíbrio porque as pessoas que têm capacidade para as explorar não estão interessadas em fazê-lo e os terroristas que o querem fazer não tem as capacidades necessárias.

Sunday, 19 October 2014

Kanban - autoregulação de fluxos


O sistema Kanban é usado em gestão de produção industrial. O conceito com origem no Japão apareceu pela primeira vez nas linhas de produção da Toyota para melhorar os fluxos e combater os desperdícios.



O princípio baseia-se na sinalização de fluxos usando cartões, luzes, caixas vazias ou até lugares demarcados. Quando um posto de trabalho a montante numa linha de produção necessita de abastecimento envia um pedido ao posto que o antecede. O sistema original consistia no envio de um cartão que significava necessidade de abastecimento, mas o mesmo conceito pode ser a existência de lugares demarcados que quando vazios indicam necessidade de abastecimento. Esses espaços devem estar em linha de vista com o posto de trabalho que fica obrigado a manter o espaço abastecido.

O Kanban permite agilizar o fluxo de produção e pode ser usado não só em industrias montadoras mas também em outras desde que organizadas em linhas de produção onde haja movimentação de cargas entre postos de trabalho. O Kanban é uma das vertentes do princípio de produção Just in time que significa produzir na quantidade adequada e no momento adequado. O Kanban implementa uma linha de produção puxada em que os postos de trabalho a montante solicitam ao posto antecedente a quantidade certa e no momento certo de matéria-prima que necessitam para processamento.

Este princípio opõem-se aos sistemas de organização de produção empurrada onde os postos de trabalho a montante empurram os produtos para os postos que lhes seguem na linha de produção. Este método é geralmente causador de desperdício especialmente porque gera excessos ou falhas nos armazéns intermédios por desajuste nas quantidades a produzir.

O Kanban permite a autorregulação das linhas de produção porque se baseia no princípio de pedidos do posto cliente ao posto fornecedor. Num contexto mais alargado o Kanban pode ser implementado em toda a organização industrial envolvendo também o sistema comercial da mesma.

Carros autónomos devem ser lançados em 2016

Elon Musk CEO da Tesla Motors em entrevista ao Financial Times adiantou que os primeiros carros de condução autónoma serão lançados em 2016. Ele adianta que não é especulação pois a tecnologia está extremamente acelerada e que em 2015 uma pequena cidade de Inglaterra verá os primeiros autocarros de transporte público autónomos.


Em 2016 devem aparecer os primeiros carros autónomos para serem vendidos aos consumidores finais. Segundo ele a Tesla já está a desenvolver os veículos e já está 90% do caminho percorrido para a sua concretização. Contudo os veículos não são 100% independentes, diz Musk que não falta muito mas que o caminho a percorrer para tal é incrivelmente difícil de conseguir. O veículo da Tesla virá equipado com piloto automático que pode ser ativado em diversas ocasiões para além das que atualmente já é possível.

A Google também tem vindo a desenvolver um veículo autónomo mas não adiantou qualquer data para a sua apresentação. Sabe-se porém que a empresa já se mostrou interessada em construir os seus próprios veículos.

Alba, nova lâmpada intelegente com capaciade de aprendizagem

A Alba é uma nova lâmpada inteligente capaz de perceber a iluminação ambiente e ajustar a sua potência. Neil Joseph ex-engenheiro da Tesla Motors e atual CEO da Stack teve a ideia num dia ensolarado ao ver todas as lâmpadas acesas. A nova lâmpada pode conseguir uma economia entre a 60 a 80% de energia relativamente a uma lâmpada LED tradicional, que de si é muito económica.



As cores da Alba também podem ser ajustas, de manhã preferencialmente pode mostrar uma luz azulada para estimular o cérebro. Ao longo do dia pode passar a emitir uma cor mais avermelhada. A lâmpada também é capaz de aprender a rotina dos moradores e prever quando uma divisão precisa de ser iluminada e com que intensidade. A lâmpada tem capacidade de aprendizagem pelo que com o tempo essa característica vai sendo aprimorada.

Através de uma app é possível definir padrões de iluminação para determinadas ocasiões, por exemplo durante um jantar e depois dele.

A Alba vai ser lançada no mercado em 2015. Um pacote de 2 lâmpadas custará 150 dólares e cada lâmpada adicional 60 dólares.

Wednesday, 15 October 2014

PlaxOil Combustível Reciclado

PlaxOil é um novo combustível reciclado. Este novo produto resulta da reciclagem de plástico usado. Este é cortado em pedaços e injectado num fluído para decompor as cadeias de hidrocarbonetos longas. Os materiais orgânicos são decompostos por indução de calor e ausência de oxigénio. É então formado um gás rico em energia que depois é filtrado, condensado formando finalmente o PlaxOil.

Este produto pode ser usado como combustível em motores diesel ou em queimadores industriais. O PlaxOil é um combustível de elevado teor calorífico, limpo e com baixo teor de enxofre.

O PlaxOil também pode ser usado para reentrar na cadeia de refinaria para produção de polímeros.

Resistência de Terra (parte 6)


Instalação de Terra – Considerações práticas (cont)

As fundações do edifício devem estar conectadas ao sistema de terra, assim como canalizações e outras estruturas metálicas do mesmo.




Um anel de terra ligado às fundações do edifício pode melhorar bastante a resistência de terra.
Quanto às varetas em paralelo devem estar espaçadas umas das outras a uma distância nunca inferior ao seu comprimento.  


O condutor de terra não deve ter isolamento e ter uma secção não inferior a 35mm2 como garantia de resistência a esforços mecânicos.  Para o mesmo efeito também deve ser enterrado a uma profundidade de pelo menos 50cm, sendo que quanto maior a profundidade também melhor será a resistência de terra. 

Sunday, 12 October 2014

Windows 10 chega no final do próximo ano

in http://exameinformatica.sapo.pt/

A próxima versão do Windows denomina-se Windows 10. O sistema operativo vai correr numa totalidade de dispositivos. Tablets, PCs, smartphones e, claro, na Xbox One. Chega no final do próximo ano. 



A Microsoft apresentou hoje as novidades da próxima versão do Windows. Chama-se Windows 10 e chega no final de 2015.

Uma loja única vai servir conteúdos e aplicações para todos os dispositivos onde o sistema vai correr: Tablets, PCs, smartphones e na Xbox One. Aliás, este é o sistema que vem substituir o Windows Phone.

Este evento, muito direcionado para o segmento empresarial, serve para a Microsoft disponibilizar aquela que vai ser a tecnology preview: uma versão beta do novo Windows que os profissionais vão poder usar. Esta versão está disponível para download a partir de amanhã.

O botão Iniciar regressa e é possível ver, de lado, os azulejos dinâmicos que saem do menu Iniciar e podem ser redimensionados.

Ou seja, é uma mistura do aspeto do Windows 7 com algumas funcionalidades do Windows 8.1.

O botão Iniciar ganha uma barra de busca que funciona dentro do sistema, mas também apresenta resultados de pesquisas na Internet. É um regresso às funcionalidades que tinham sido relocalizadas no Windows 8.

A Microsoft trabalhou na componente multitarefa. Agora, é possível ter duas aplicações abertas em simultâneo, mas não têm de ser apps. Podem ser programas clássicos do Windows em conjunto com apps.

O tabuleiro de sistema ganha um novo botão: o Task View (A vista de tarefas, numa tradução nossa). Quando se pressiona esse botão, surgem as aplicações que estão abertas e será fácil navegar entre elas.

Mais uma vez, o tipo dos programas em execução não é tido em conta para a funcionalidade.

Não esquecendo os ecrãs tátis, a Microsoft mantém a barra lateral (charms) se fizermos um swipe da direita. No entanto, se o movimento for efetuado à esquerda vai surgir a mesma visualização das tarefas abertas.

Aliás, o menu Iniciar é diferente quando se acede num dispositivo tátil. Mostra os azulejos e, à esquerda, uma barra com atalhos.

Saturday, 11 October 2014

Innovation 2.0 - Part II: Can Innovation be Forced?


Texto de  Nathan Coutinho publicado em Linkdin



This has come up several times over the years and is somewhat of a controversial topic. But in the right environment with the right people, it can definitely be done. So just forget about the previously mentioned pedestal for a second and think about it - NASA could do it, Apple could do it, Sony, Tesla, Samsung, BlackBerry and more. In fact, every one of the brands we know and love (or knew and loved, depending on where you are in the tech continuum) teamed up their best and brightest people to create great products and services filled with some or many innovations.

As a person who has managed a large number of people in various disciplines, I truly believe that we are all good at something. The biggest challenge is finding out what that something is. Most people never find out, and that saddens me. But if you can figure out what makes your people happy, you won't have to force innovation; it will happen naturally. However, the icing on the cake here is figuring this out across a team.

Incidentally, José Zulmar (Part 1 comments) also indicated that while innovation usually occurs in products and services, this can occur in non-technological areas as well, thus impacting organizational structure, core focus changes, business unit layouts etc. Dušan Ristić also pointed out that reverse engineering could sometimes also be used to innovate existing processes. And let’s not forget pure luck; you can’t discount being at the right place at the right time.

So while it is still difficult to answer the question as to whether innovation can be forced or not, you can definitely stage the right environment as a platform to drive creativity. But I also feel strongly about developing your people and determining what role they can play in your organization today and tomorrow.

Resistência de Terra (parte 5)


Instalação de Terra – Considerações práticas

Neste capítulo vamos abordar algumas questões práticas e procedimentos para execução de instalações de sistemas de terra. A seguir apresenta-se um exemplo prático.

A figura representa uma instalação de terra típica com varetas em paralelo onde

  1.  Vareta com pelo menos 2m de comprimento
  2.  Condutor de terra (sem isolamento)
  3.  Barra de ligação equipotencial
  4.  Condutor equipotencial principal
  5.  Ligações de tubagens de água, gás, fundações, etc...

O condutor principal de terra que une as varetas é ligado à barra de ligação equipotencial e esta ao condutor equipotencial principal. A este condutor estão ligados

  • Os condutores de terra
  • Os condutores de proteção
  • Os condutores de ligações equipotenciais
  • O condutor de terra de eventuais mastros de antenas
  • O condutor de terra de eventuais para-raios. 
Deve estar previsto a instalação em local acessível um ponto de medição da terra. Para o efeito deve ser possível desconectar toda a instalação de proteção do condutor de terra. A desconexão só deve ser possível por meio de ferramentas. A barra equipotencial pode servir para o efeito.

Thursday, 9 October 2014

Resistência de Terra (parte 4)

Anterior: Resistência de Terra (parte 3)

Sistemas de Terra Diversos - Formulário

Abaixo apresenta-se formulário para cálculo da resistência de terra para diversas configurações de hastes.


Engenheiros e o Ebola


Escusado será descrever o drama humano que o vírus do Ebola está a provocar em especial em algumas zonas de África, contudo torna-se importante abordar onde a engenharia, em especial a engenharia civil, pode determinar a minimização das consequências. Carmen Paradiso é o conselheiro sobre água e saneamento para o International Medical Corps , o qual afirma que o surto requer engenheiros para ajudar na conceção, construção, manutenção e operação de instalações de saúde e unidades de isolamento.

Tais unidades são vistas como essenciais nas comunidades onde ocorrem os surtos e Carmen Paradiso diz mesmo que a sua ONG tem um interesse especial em engenheiros civis habilitados para soluções de água e saneamento. Os EPI’s são outro tema central no combate ao vírus e o mesmo fala que também aqui os engenheiros são importantes para formar os profissionais de saúde na sua correta utilização e supervisão do uso e manuseamento.

Monday, 6 October 2014

Bobinagem de Motores



Ingenium Julho/Agosto


Adiantamos que já está on-line o número de Julho/Agosto da revista Ingenium da Ordem dos Engenheiros. Para efectuar o download siga para a secção Biblioteca de Downloads ou vá ao site da Ordem dos Engenheiros.


Wednesday, 1 October 2014

Mais Engenharia - Solicitação de Apoio

Solicitação de Apoio para candidatura aos Orgãos Sociais da Ordem dos Engenheiros

Caro(a) Colega,

Somos um grupo de colegas que conjuntamente com mais colegas de várias regiões e especialidades, estiveram na genesis do movimento mais engenharia, espaço que se formou e tem crescido nas redes sociais. Neste momento, engloba mais de 7000 membros, na sua maioria Engenheiros, das mais diversas especialidade e regiões. Ao longo dos últimos anos, temos promovido várias iniciativas na defesa e promoção da Engenharia Portuguesa, nomeadamente entre outras as palestras sobre temas atuais e de interesse para todos os colegas.

Das iniciativas realizadas em 2014, destacamos as seguintes:
1- Penafiel, a Empregabilidade e Empregabilidade precária,
2- Cluster do Mar em Oeiras
e das preparadas até ao fim do ano:
1- Famalicão a “Reindustrialização- O papel da Engenharia”;
2- “Sustentabilidade e Competitividade”; na região de Lisboa e
3- “Smart Cities” em Coimbra.

Participamos e apoiamos vários eventos, como a apresentação do livro “Portugal Pós-Troika”, na AIP-Lisboa e no Porto Business School, presenças na comunicação social SIC e Diário Económico e imprensa local, bem como nos eventos e Assembleias OE, onde sempre que possível temos vincado a nossa posição apresentando propostas pró-activas.

Dispomos de uma edição digital, o magazine "+Engenharia" de distribuição electrónica e gratuita, já com mais de 5000 mil leitores, estando em preparação quarta edição, bem como um blog e um grupo no linkedin.
Todos somos poucos, mas uma nova liderança na nossa Ordem contribuirá decididamente para a prosperidade e evolução de Portugal. As responsabilidades da nossa Ordem, deverão ir para além de confraternizações.

A Ordem deve pugnar para que os Engenheiros, sejam um dos pilares do crescimento sustentado para o País, nomeadamente na Reindustrialização, a optimização de Energia, na redescoberta do Mar como fonte de riqueza e crescimento, na renovação urbana, entre outros.
A forma como estão a ser geridos processos como o reconhecimento da actividade de colegas no Brasil, o diferendo com a ANET, que teve como epilogo a criação da OET, e mais recentemente a forma como está a ser gerida a revisão estatutária, leva-nos a tomar a decisão de reunir apoios, solicitar contributos e disponibilidade para o trabalho preparatório com vista à constituição de um programa e de uma equipa a apresentar às próximas eleições da Ordem dos Engenheiros, que se realizarão previsivelmente no prazo máximo de três meses, após aprovação dos novos estatutos segundo fontes governamentais.

Tomando em consideração igualmente o QREN 2020, deveremos ter com a sua nova abordagem um pilar de sustentabilidade da Europa, na qual Portugal deve ser capaz de aproveitar totalmente na recriação das bases de um novo ciclo inspirando novos ventos para uma Classe que se quer integrante e ativa nestes novos desafios

Pretendemos construir um programa moderno, equilibrado e sustentável que responda aos reais desafios da Engenharia e dos Engenheiros, contribuindo para uma dignificação da Classe elevando-a o nível a que ela merece.
Pretendemos fazê-lo de forma, o mais aberta e participativa possível.
Solicito ao colega contributos para o programa, disponibilidade para integrar o projecto e indicações de apoios, bem como a participação nas nossas iniciativas.

Cumprimentos
Paulo Bispo Vargas
Joaquim Nogueira de Almeida
Carlos Rebelo da Silva
Email: geral@maisengenharia.pt



O apoio dos colegas é uma prova de que a consciência profissional e de cidadania existe na nossa classe.
Precisamos de divulgar e consciencializar mais, para que todos os colegas participem numa mudança que se exige neste tempos de profunda alteração da forma de ver a nossa classe. O facto de a industria de construção não ser neste momento o motor do país é um apelo à requalificação e internacionalização dos colegas desta área mas antes de mais uma abertura para o crescimento de todas as outras engenharias.
A Reindustrialização, a exploração de recursos naturais, o Mar, a eficiência Energética entre outras, são áreas que apesar de multidisciplinares exigem o crescimento de TODAS as engenharias.
Colegas, esta é uma hora de mudança, tomai consciência e iniciativa de fazer parte dessa mudança, dando o apoio ao nosso movimento + ENGENHARIA,

Veículos Elétricos em 1914 - Realidade Britânica (sequela)

Não resistimos a publicar neste blogue o comentário do Engenheiro Joaquim Almeida no Linkedin ao artigo Veículos Elétricos em 1914 - Realidade Britânica:

Caro Jorge Miranda,
Fantastico artigo que vem relembrar a que ponto a tecnologia do veiculos eletricos tem uma possibilidade de desenvolvimento mais democratico, já que não exige uma tecnologia tão avançada como a dos motores de explosão.
Portugal tem toda a tecnologia p criar uma marca de carros eléctricos e passar a ser um player mundial nessa area, senão vejamos:
- Fabrica motores eletricos
- Fabrica todos os plasticos, etc para fazer os acessórios
. Fabrica componente eletronicos e produz todo o sistema de gestão eletrica
- Tem desenvolvimento de software do mais alto nivel p a gestão cada vez mais complexa de todos os componenentes do automovel
. Tem bons designers e visionários que até já ganharam prémios internacionais na concepção de carros do futuro
- Tem energia eletrica verde
- Tem uma rede de alimentação de energia eletrica totalmente sub aproveitada

O que falta?:
- Iniciativa de investidores
- Apoio do estado no desenvolvimento de um cluster automovel eletrico
- Mudança de mentalidades

Tuesday, 30 September 2014

Sistran: coletor/analisador de vibrações CSI 2140


A SISTRAN, na vanguarda das soluções para a manutenção condicionada, apresenta o novo Coletor/Analisador de vibrações CSI 2140 Machinery Health Analyzer. Este equipamento da nossa representada Emerson Process Management é a mais recente novidade na geração de Analisadores de Vibração Portáteis.

Pensado e adequado às necessidades do utilizador, apresenta como principais caraterísticas: um coletor de dados de 4 canais simultâneos permitindo realizar uma análise mais fácil ao estado de condição de rolamentos, um analisador de vibrações mais versátil com a mais elevada velocidade de aquisição de dados do mercado, ecrã de grandes dimensões e tátil mesmo utilizando luvas de proteção, é ergonómico adequado às necessidades para uma fácil utilização em campo, e através da comunicação bluethooth wireless é possível o envio imediato dos dados recolhidos para email, a partir do local de recolha. A somar a isso, incorpora as ferramentas avançadas de análise em campo, como o Cross Channel e Análise Transiente.

www.sistran.pt

Auditorias Energéticas - Guideline



Dado o interesse no contexto Industrial disponibilizamos na biblioteca de Downloads um guia para a concretização de auditorias energéticas. O documento PDF é escrito em inglês foi elaborado no seio de Berkeley National Laboratory.

Ver aqui

Sunday, 28 September 2014

Android Studio Tuturial



Na secção de Downloads incluímos um tutorial de programação para Android com recurso ao Android Studio, plataforma de programação à qual já fizemos referência em ReSolve.

O tutorial agora disponível foi retirado do site http://www.i-programmer.info/ e está em PDF.

ver aqui 

Thursday, 25 September 2014

Veículos Elétricos em 1914 - Realidade Britânica

baseado em http://www.theengineer.co.uk/



A tecnologia de veículos elétricos, que hoje está em amplo desenvolvimento e que é vista como um caminho para a redução das emissões de dióxido de carbono, defronta-se ainda com preconceitos e limitações no entanto esta tecnologia tem já uma longa história de mais de um século. Já em 1914 a publicação britânica The Engineer apresentou um artigo onde perspetivava que tipo de tecnologia de tração viria a prevalecer no futuro. Na publicação especulava-se que a tração elétrica poderia vir ser interessante para veículos de emergência e autocarros.

Relativamente aos autocarros referiu-se a publicação à combinação de motores de combustão para carregar as baterias dizendo que os progressos que a tecnologia teve nos últimos anos levam a crer que o sistema combustão-elétrico não é uma ideia tonta conforme se poderia supor. O artigo ainda citava que seria bom que os céticos relativamente aos veículos elétricos se lembrassem que as mesmas dúvidas haviam sido levantadas poucos anos antes relativamente aos carros com motor a gasolina.

O The Engineer fazia referencia que uma companhia chamada Cedes forneceu 14 carros elétricos para os bombeiros de Londres. Cinco destes carros eram ambulâncias com motores alojados nas rodas para reduzir às engrenagens de modo a necessitar de menos manutenção. Estes veículos atingiam 40km/h e podiam percorrer quase 100km com uma única carga.

Notícia original (aqui)

Wednesday, 24 September 2014

Resistência de Terra (parte 3)


Anterior: Resistência de Terra (parte 2)

Sistema de Terra com 2 ou mais Varetas em Linha

Aumentar o comprimento da vareta faz diminuir o valor de resistência de terra contudo não é suficiente para terrenos com grande resistividade. Nestes casos é necessário aumentar o número de varetas. 


(Eq 2)


Onde:

d – distância entre varetas em (m)

n – Número de varetas

(Restante nomenclatura conforme Equação 1)

A equação 2 pode ser manipulada de maneira a introduzir um fator k que resulta do número de varetas selecionado e assim:
(Eq 3)


Tabela de seleção de k

Tabela de seleção de k
Número de varetas
k
2
0,500
3
0,833
4
1,083
6
1,450
8
1,718

Admita-se então um terreno pedregoso com 200 Ω/m e varetas de 2m com 1,5cm de raio. Antes calculamos que com uma vareta obteriamos 0,99Ω. Os valores agora obtidos estão expressos na tabela abaixo para comprimentos de varetas de 2 e 4m:

Resistência de Terra Ω
Número de varetas
l=2m
l=4m
2
55,28
33,06
3
39,21
24,40
4
30,73
19,62
6
21,79
14,38
8
17,05
11,49

Tuesday, 23 September 2014

Newcastle tem novo laboratório de 2 milhões para Smart Grid Technology


Um grupo de investigação da Universidade de Newcastle recebeu um laboratório novo no valor de 2 milhões de libras para estudar como as Smart Grid Technology (SGT) respondem a situações de emergência.

As SGT denominam o conjunto de software e hardware usado para gerir, controlar e automatizar as redes de distribuição de energia. No caso particular este laboratório construído em parceria com a Siemens, fornecedora deste tipo de soluções, vai permitir aos investigadores usar dados reais da rede energética para fazer testes em laboratório de como o equipamento se comporta em casos extremos de demanda ou avarias.O laboratório permite assim fazer testes comportamentais sem no entanto afetar o funcionamento da rede.

O projeto não vai ficar apenas refém dos algoritmos da Siemens, mas também vai permitir fazer testes a sistemas de outros fabricantes possibilitando ajustes e correções aos algoritmos dos fabricantes.

As SGT é um tipo de tecnologia que permite racionalizar as redes energéticas e é uma importante ajuda na redução das emissões de carbono.

O novo laboratório de Newcastle inclui um veículo elétrico e uma máquina de lavar inteligente que os investigadores podem usar para estudar de que forma estes equipamentos podem ser manipulados para ajudar a regular a demanda das redes elétricas. Por exemplo, as baterias dos carros elétricos podem ser usadas para armazenar energia e mais tarde devolver essa mesma energia à rede em casos de picos de consumo, também a máquina de lavar pode ser programada para atrasar o ciclo de lavagem em momentos críticos da demanda.

O Reino Unido investe milhões neste tipo de projetos, contudo já vai atrasado em relação a países como o Canadá.

Sunday, 21 September 2014

Mulheres Engenheiras na Indústria - Reino Unido


O The Engineer adianta que no Reino Unido ainda há poucos engenheiros do sexo feminino a trabalhar na indústria apesar das campanhas que têm sido feitas. Lamentavelmente as mulheres ainda estão sub-representadas.

Na última década têm entrado mais mulheres para a industria contudo o número pouco aumentou e é o mais baixo da Europa. Nos últimos cinco anos a percentagem tem rondado os 6%. Os estudos indicam que o número das mulheres que saem da indústria é muito elevado o que tem travado um crescendo de engenheiros femininos na indústria. Acredita-se porém que nos próximos anos este número venha a aumentar.

Resistência de Terra (parte 2)

Anterior: Resistência de Terra (parte 1)




Comportamento da Resistência de Terra

Aplicando a fórmula da resistência de terra para uma só vareta (Equação 1), para diferentes tipos de terreno e admitindo uma vareta de 2m e 1,5cm de raio.
  • · Terra húmida 50Ω/m -- obtemos uma resistência de terra de 24,97Ω 
  • · Terreno pedregoso 200 Ω/m -- obtemos uma resistência de terra de 99,9Ω
  • · Terreno arenoso seco 2000 Ω/m -- obtemos uma resistência de terra de 999,06Ω
Admita-se um terreno húmido com 50Ω/m e aplicamos uma vareta de 4m com raio de 1,5cm, a resistência de terra passa agora a ser de 13,86Ω, assim se aumentarmos ao comprimento da vareta baixamos significativamente a resistência de terra.

Friday, 19 September 2014

MIT no Desenvolvimento de Novas Tecnologias Têxteis



Uma equipe de investigação do MIT está a desenvolver uma nova tecnologia para fatos espaciais. Trata-se de uma espécie de traje elástico com bobines que se contraem em resposta ao aumento da temperatura.

Atualmente os fatos dos astronautas não estão em contacto direto com a pele, no seu interior existe uma camada de gás que recria a pressão atmosférica. Com a nova tecnologia pretende-se o mesmo efeito mas colocando o tecido em contacto com o corpo, aumentado assim a mobilidade dos astronautas.

A tecnologia consiste em combinar bobines SMA com tecidos e materiais convencionais. Estas bobines quando atravessadas por uma corrente elétrica são aquecidas e retraem-se para formas pré-programadas provocando a contração do fato criando deste modo a pressão necessária para a sobrevivência dos astronautas.

Pensa-se que é possível aplicar a tecnologia no setor militar para criar torniquetes inteligentes. Combinando esta tecnologia com sensores apropriados será possível criar um torniquete capaz de se "ativar" automaticamente quando algum soldado se ferir gravemente nos membros.

Estudo Engenheiros 2014 - Brasil vs Portugal


No Brasil, onde é assumido que faltam engenheiros no mercado de trabalho, os recém-formados também se queixam das dificuldades em entrar no mundo laboral. Segundo a consultora Carreira Muller a razão do paradoxo está nos salários. Um engenheiro maduro aufere um salário médio de R$8.000 sendo um colega em início de carreira tem um salário mensal de cerca de R$6.100, assim as empresas preferem contratar profissionais maduros em lugar de arriscar a contratação de engenheiros inexperientes para assumir decisões técnicas.

No Brasil o salário dos engenheiros em início de carreira está estabelecido pela Lei Federal em 6 salários mínimos por cada 6 horas de trabalho diárias e é constantemente fiscalizado pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia. Uma realidade completamente distinta da portuguesa onde não são conhecidas sequer tabelas de recomendação. O Real está fixado em aproximadamente 0,327Eur pelo que um engenheiro saído da universidade no Brasil vai ganhar 2.000Eur mensais. Nas mesmas condições as empresas portuguesas estão a oferecer aproximadamente 1,2 vezes o salário mínimo, ou seja entre 600 a 700Eur.

Thursday, 18 September 2014

Resistência de Terra (parte 1)


Em ReSolve já fizemos referência a que a resistência de terra de uma instalação elétrica deve ser o mais baixa quanto possível, idealmente zero.

Para execução de um sistema de aterramento, o mais comum é recorrer a varetas metálicas, normalmente revestidas por cobre, enterradas verticalmente. Pode ser usada apenas uma vareta ou várias agrupadas em paralelo, quanto maior o número de varetas menor a resistência de terra. Os agrupamentos podem ter diversas morfologias, em linha, triângulo, quadrado, malha, estrela, etc...

Para a resistência de terra desde logo há que considerar as condições do terreno para extrapolar a resistividade do terreno, ou seja qual a capacidade que este tem para permitir a fluidez da corrente elétrica.

Tabela de resistividade dos solos
Tipo de Terreno
Ohm/m
Leito do rio
10 a 400
Argila, marga húmido
30 a 150
Terrenos pedregosos c/ plantas
200 a 300
Areias húmidas
200 a 300
Areias secas
2000 a 5000
Rochas calcárias húmidas
30 a 100
Rochas cal cárias secas
2000 a 5000
Turfas húmidas
200 a 300
Granitos, basaltos, betões
1000 a 5000



Faça-se notar que há métodos e equipamentos para medição da resistividade real do terreno porém não está no âmbito deste artigo abordar essa temática.

Cálculo da resistência de terra para sistemas com uma só vareta.

Para o cálculo da resistência de terra, para além do conhecimento do terreno onde se vai implantar o sistema é também necessário incluir as características da vareta. Para o efeito existem diversas fórmulas de cálculo sendo que a de uso mais generalizado é a que se segue e que vem referida na documentação do IEEE.

 (eq1)
Onde:

Ρ – Resistividade do solo (Ω/m)
l – Comprimento da vareta (m)
r – Raio da vareta (m)